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Países árabes, grandes compradores de produtos brasileiros, devem retaliar ideia de Jair Bolsonaro (PSL), o que pode gerar revés para a economia

Jair Bolsonaro (PSL) tomará posse no Planalto em janeiro
José Cruz/Agência Brasil - 7.11.18
Jair Bolsonaro (PSL) tomará posse no Planalto em janeiro

O presidente eleito Jair Bolsonaro reiterou nesta quarta-feira (7) sua intenção de transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Avivi para Jerusalém. “Quem decide a capital do Estado é o respectivo Estado. Não vejo o porquê desta celeuma toda”, reagiu o presidente eleito, após reunião com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, e o futuro ministro da Justiça, o juiz federal Sergio Moro.

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O motivo desta celeuma toda é que a cidade de Jerusalém está no epicentro de confrontos e disputas entre palestinos e israelenses, já que ambos os povos reivindicam o local como sendo sagrado. Para evitar o agravamento da situação, os países consideram Tel Aviv como a capital administrativa de Israel e é lá que ficam as representações diplomáticas internacionais. A intenção de Jair Bolsonaro , se efetivada, irá contrariar esse acerto.

Em dezembro do ano passado, no entanto, o governo do presidente norte-americano Donald Trump anunciou a decisão de transferir a representação norte-americana em Israel. Em maio deste ano, foi inaugurada a embaixada dos EUA em Jerusalém  provocando reaçõese conflitos na região.

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O presidente eleito também comentou a proximidade física da Embaixada da Autoridade Nacional Palestina do Palácio do Planalto. Uma área destinada a representações diplomáticas estrangeiras fica a 3 quilômetros de distância do Palácio do Planalto. “Ainda vamos discutir este assunto. O problema ali é que ela [a embaixada da Palestina] está muito próxima do Palácio do Planalto. Nenhuma embaixada poderia estar assim tão próximo do presidente da República. Nenhuma.”

Questionado sobre se a mudança da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém não causaria prejuízos comerciais e econômicos, o presidente eleito negou a possibilidade.

“Ninguém quer perder negócios. Prematura é qualquer retaliação, de uma parte ou de outra, por uma coisa que ainda não aconteceu, mas pode acontecer”, reconheceu.

E já aconteceu: autoridades do Egito cancelaram, no início da semana, uma missão oficial de comércio acordada com o Itamaraty e empresários brasileiros. O presidente eleito lamentou a decisão, que considerou como "prematura".

Jair Bolsonaro afirmou, por fim, que pretende fechar embaixadas que considere "ociosas" no exterior. “Estamos buscando alguém que faça comércio e conduza essa parte que é importante sem viés ideológico, nem de direita nem de esquerda”, disse.

* Com Agência Brasil

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