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Presidente eleito reconheceu hoje que pasta da Transparência e CGU pode ser mantida, elevando para 18 o número de ministérios do futuro governo

Presidente eleito, Jair Bolsonaro tem QG provisório em Brasília para trabalhos do governo de transição
José Cruz/Agência Brasil - 6.11.18
Presidente eleito, Jair Bolsonaro tem QG provisório em Brasília para trabalhos do governo de transição

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) , reconheceu nesta quarta-feira (7) que pode recuar da ideia de levar a pasta da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) para dentro do até então chamado 'Superministério' da Justiça prometido a Sérgio Moro.

"Talvez tenhamos que manter a CGU com status de ministério", afirmou Bolsonaro ao deixar café da manhã com o comando da Aeronáutica, em Brasília (evento que significou última cortesia aos comandantes das Forças Armadas, após o presidente ter feito o mesmo com Marinha e Exército). "Não é pela governabilidade, mas sim para que a gente possa apresentar um resultado", completou.

O futuro presidente havia afirmado, ainda na semana passada , que estudava reduzir os atuais 29 ministérios para um número entre 15 e 17 a partir de sua posse, em janeiro. Com o possível recuo sobre o  Ministério da Transparência e CGU, no entanto, Bolsonaro deve ter ao menos 18 pastas. "Pode ser que aumente [o número de pastas]. O que precisamos é que esses órgãos funcionem sem interferência política", explicou o presidente.

Com a consolidação das mais recentes movimentações do futuro governo, Paulo Guedes pode acabar isolado na condição de 'superministro'. O segundo detentor desse título era o general Heleno, coordenador de um dos grupos de trabalho da equipe de transição e que estava acertado para assumir o ' Superministério ' da Defesa. O militar da reserva do Exército, no entanto, foi  confirmado nesta quarta-feira como futuro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Apesar de possivelmente vir a ser esvaziada, a 'superpasta' prometida a Moro ainda terá grande alcance. Isso porque o agora ex-juiz da Lava Jato comandará o que hoje são os ministérios da Justiça e da Segurança Pública, e também deve coordenar parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), hoje ligado exclusivamente à pasta da Fazenda.

Bolsonaro e sua equipe intensificaram nesta semana os trabalhos de preparação para o futuro governo.  Vinte e oito nomes já foram anunciados para compor a equipe do governo de transição, cujo QG foi instalado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. 

Ainda nesta quarta-feira, Bolsonaro se reúne com o presidente Michel Temer (MDB) e também deve ter encontro com parlamentares para discutir a possibilidade de avançar com a proposta de reforma da Previdência ainda neste ano.

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