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A iniciativa causou polêmica e foi alvo de críticas tanto de ambientalistas como de ruralistas: "Estou pronto para voltar atrás", disse o presidente eleito

Fernando Frazão/Agência Brasil
"Os próprios ruralistas acharam que não era o caso [de unificar Agricultura e Meio Ambiente] por pressões internacionais, e eu disse que estou pronto para voltar atrás", disse o presidente eleito

Na última quinta-feira (1º), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que voltará atrás na decisão de unificar os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. A medida, já prometida durante a campanha, é alvo de críticas tanto de ambientalistas, preocupados com o futuro da Floresta Amazônica, como de ruralistas, que alertavam para o risco de aumento das pressões internacionais.

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"Os próprios ruralistas acharam que não era o caso [de unificar os ministérios] por pressões internacionais, e eu disse que estou pronto para voltar atrás", afirmou. Bolsonaro, no entanto, acrescentou que não colocará no Ministério do Meio Ambiente nenhum "xiita" por "pressão de ONGs".

Sobre Sérgio Moro, "superministro" da Justiça e da Segurança Pública , o presidente eleito garantiu que ele terá "liberdade total para combater a corrupção e o crime organizado". Além disso, ironizou as críticas do PT à nomeação. "Se eles estão reclamando é porque eu fiz a coisa certa", declarou.

As declarações foram dadas durante uma entrevista coletiva em sua casa, no Rio de Janeiro, sem a presença de jornais e veículos internacionais. Os brasileiros Folha de S. Paulo , O Estado de S. Paulo , Valor Econômico , CBNEBC e O Globo também foram barrados.

Organograma do novo governo

Se confirmada a manutenção dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, o gabinete de Bolsonaro deve ter pelo menos 16 pastas, incluindo o
Fernando Frazão/Agência Brasil
Se confirmada a manutenção dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, o gabinete de Bolsonaro deve ter pelo menos 16 pastas, incluindo o "Superministério" da Economia, comandado por Paulo Guedes

Se confirmada a manutenção dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, o gabinete de Bolsonaro deve ter pelo menos 16 pastas, incluindo os "superministérios" da Economia, com Paulo Guedes , e da Defesa, com Augusto Heleno.

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O primeiro será resultante de uma fusão entre Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Já o segundo ganhará espaço no governo do PSL. "As Forças Armadas vão fazer, sim, parte da política nacional", disse o presidente eleito.

Já o astronauta Marcos Pontes comandará a Ciência e Tecnologia, que englobará também o ensino superior, enquanto a Casa Civil, responsável pela articulação política do governo, caberá a Onyx Lorenzoni.

O Ministério da Educação será unificado com os de Cultura e Esporte. As outras pastas serão: Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Integração Nacional (provavelmente com Cidades e Turismo), Infraestrutura e Transportes, Saúde , Gabinete de Segurança Institucional, Desenvolvimento Social (junto com Direitos Humanos) e Justiça, que ficará com Moro.

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Atualmente, o Brasil possui 29 ministérios ou órgãos com esse status, dos quais cerca de metade desaparecerá ou será englobada por outros: Cidades, Cultura, Direitos Humanos, Esporte, Fazenda, Indústria, Planejamento, Segurança Pública, Transparência, Transportes, Turismo, Secretaria de Governo, Secretaria-Geral e Advocacia-Geral da União.


*Com informações da Agência ANSA

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