Tamanho do texto

Advogada, autora do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, defende que a escolha pelo nome do juiz para a pasta seja "natural"

Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, perguntou: 'quem tem medo de Moro?'
Marcos Oliveira/Agência Senado
Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, perguntou: 'quem tem medo de Moro?'

A advogada Janaína Paschoal comentou, na manhã desta quinta-feira (1º), a possibilidade do juiz federal Sérgio Moro ser convidado e aceitar ser o novo ministro da Justiça durante o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Para ela, a escolha pelo nome de Moro seria "natural" por parte de Bolsonaro, já que o magistrado "virou referência de Justiça". Além disso, Janaína ainda perguntou se alguém teria "medo de Moro" no comando do Ministério. 

Leia também: Janaína Paschoal recusa convite para ser vice de Jair Bolsonaro

"O Juiz Sérgio Moro virou referência de Justiça (no mundo). Parece natural que um Presidente, que quer otimizar o processo de depuração do país, convide aquele que virou referência de Justiça para dirigir o Ministério da Justiça! Quem tem medo de Moro no MJ?", escreveu a advogada, em uma publicação em seu Twitter, por volta das 9h de hoje.

Enquanto Janaína Paschoal escrevia a mensagem, o juiz federal Sérgio  Moro desembarcava no Rio de Janeiro, para se encontrar com Bolsonaro, ainda pela manhã. O encontro de Moro e Bolsonaro deve acontecer na residência do presidente, em um condomínio na Barra da Tijuca. 

Após as eleições, o candidato eleito pelo PSL afirmou, durante entrevistas, que o juiz federal poderia assumir o Ministério da Justiça ou, futuramente, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Por sua vez, o juiz federal agradeceu o convite, afirmando estar “honrado” pela lembrança e que “refletiria” sobre o assunto. “Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão.”

Para especialistas que acompanham o processo político, ocupar o Ministério da Justiça representa uma espécie de rito de passagem para, futuramente, ser nomeado para o Supremo.

O juiz federal de 46 anos ganhou notoriedade ao comandar, há quatro anos, o julgamento em primeiro instância dos processos relativos à Operação Lava Jato, nos quais foram envolvidos nomes como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu, empresários e parlamentares. 

Leia também: No Brasil, presidente sem experiência em cargos executivos é regra, não exceção

Qaundo pergunta a respeito de quem teria medo de Moro , então, a advogada Janaína Paschoal – que, por sua vez, ganhou notoriedade durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff – se refere às pessoas que defendem que a prisão do ex-presidente Lula, assinada por Moro, foi uma prisão política. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.