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Ministro do Supremo Tribunal Federal elogiou a ida do juiz federal para a pasta da Justiça; magistrado aceitou convite de Bolsonaro nesta quinta

Fux avaliou que Moro no Ministério da Justiça prestigia a independência da PF, do Ministério Público e do Judiciário
Reprodução/TSE
Fux avaliou que Moro no Ministério da Justiça prestigia a independência da PF, do Ministério Público e do Judiciário

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux comentou nesta quinta-feira (1º) o anúncio de que o juiz federal  Sergio Moro aceitou o cargo de ministro da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Para Fux, Moro no Ministério da Justiça foi a escolha “que a sociedade brasileira faria se consultada”.

“Excelente nome”, afirmou Fux, acrescentando que Moro no Ministério da Justiça “imprimirá a sua marca indelével no combate à corrupção e na manutenção da higidez das nossas instituições democráticas”.

O ministro Fux avaliou que a ida de Moro para a pasta da Justiça prestigia a independência da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário. “É um juiz símbolo da probidade e da competência. Escolha por genuína meritocracia”, afirmou.

Moro anunciou nesta quinta-feira (1º) que aceitou o convite de Bolsonaro para ser ministro da Justiça. Como manda a regra da magistratura, para poder assumir o cargo de ministro da Justiça, Sérgio Moro vai ter que pedir exoneramento de seu cargo público de juiz federal concursado.

Até por isso, o juiz federal disse aceita o cargo no futuro governo do presidente eleito "com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura".  Em nota oficial, Moro também declarou que "a Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais" e acrescentou que "de todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências" e encerrou dizendo que "na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes".

Bolsonaro, por sua vez, conforme tinha adiantado ontem (31), confirmou pelo Twitter que "o juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o ministério da Justiça e da Segurança Pública", dando a entender que as duas pastas, separadas por Temer, voltarão a ser uma só e abarcarão ainda a Controladoria-Geral da União (CGU), a Transparência, além do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), formando um novo superministério sob comando de Moro.

O convite de Jair Bolsonaro e a aceitação de Sérgio Moro causou grande repercussão entre os apoiadores de Bolsonaro e também entre a oposição do futuro governo.

Enquanto os seguidores do novo presidente eleito comemoraram a inclusão de Moro no Ministério da Justiça , os opositores aproveitaram para reforçar a tese de que o juiz federal responsável pela operação Lava Jato e pela condenação, entre outros réus, do ex-presidente Lula , tinha viés político nas suas decisões.

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