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Silas Malafaia, que se encontrou com Bolsonaro nesta semana, diz ter ouvido do presidente que o senador não reeleito teria lugar garantido na Esplanada

Ministério da Família, chefiado por Magno Malta, abarcaria as pastas de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos
Jefferson Rudy/Agência Senado
Ministério da Família, chefiado por Magno Malta, abarcaria as pastas de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos

Pelo que tudo indica, o senador Magno Malta (PR), que não conquistou sua reeleição no Espírito Santo, já tem planos, ainda que incertos, para o ano que vem. Isso porque Malta, que é apoiador e  aliado próximo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), estaria sendo cogitado para assumir uma pasta que ganharia o nome de Ministério da Família. 

As informações são de bastidores. Quem disse que Magno Malta está no radar de Bolsonaro, neste período de esquematização da sua equipe ministerial, foi o pastro Silas Malafaia, outro apoiador do presidente eleito, que o encontrou na última terça-feira (30), no Rio de Janeiro. Segundo Malafaia, o tal Ministério da Família abarcaria as pastas de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. 

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Assim como Malafaia, Magno Malta  é pastor evangélico. Ele também é cantor gospel e, no Senado Federal, defende a bandeira do combate à pedofilia e à legalização de drogas e ao aborto. 

Segundo o jornal Folha de S.Paulo , que divulgou a informação de Malafaia, o próprio Magno Malta já teria usado o nome da nova pasta em conversar com aliados. Porém, nenhum convite foi propriamente feito ainda, pelo menos não envolvendo o público em geral. A assessoria de Malta nega que tais conversas tenham existido.

Silas Malafaia recebeu Bolsonaro para um culto terça, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo. No dia seguinte, o pastor retribuiu a visita indo até a casa do presidente eleito, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ao jornal, o pastor afirmou que não ouviu de Jair Bolsonaro a intenção de criar uma pasta com família no nome, mas escutou, sim, que Malta é uma peça garantida em seu governo. “A única coisa que ele falou”, diz o líder religioso, é que o senador é “um cara vital e guerreiro e que está sem mandato” a partir de 2019. Logo, teria espaço cativo em seu ministério.

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Pegando ou não, o nome Ministério da Família veio primeiro de uma proposta de José Maria Eymael (PSDC), que também estava em campanha pela Presidência. Ele terminou com 0,04% dos votos, fechando mal a sua quinta campanha presidencial. 

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