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Pasta junta os ministérios da Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União e Coaf; número de ministério deve chegar à 15

Pasta da Justiça é um dos ministérios de Bolsonaro que serão uma junção de várias outras pastas
iG Arte | Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados | Agência Brasil
Pasta da Justiça é um dos ministérios de Bolsonaro que serão uma junção de várias outras pastas

O Ministério da Justiça vai somar as estruturas da Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). A pasta será oferecida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na quinta-feira (1º) ao juiz federal Sérgio Moro. Esse será mais um dos ministérios de Bolsonaro que serão remodelados.

Atualmente, há 29 ministérios, com as fusões pretendidas pelo presidente eleito o número pode chegar entre 17 e 15. Alguns desses ministérios de Bolsonaro foi alvo de criticas nesta quarta-feira. O ministro do Meio Ambiente disse que "vê com preocupação" a fusão da pasta com o Ministério da Agricultura .

Outro superministério do governo será o da Economia uma junção das pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior. O comando desse ministério será do economista Paulo Guedes.

Ciência e Tecnologia, que terá como ministro o astronauta Marcos Pontes , será unido ao Ensino Superior. Também haverá a fusão do ministério da Infraestrutura com o de Transportes. Já o de Desenvolvimento Social unirá os Direitos Humanos e cogita-se uma mulher ligada a movimentos sociais para ocupar o cargo. 

No Ministério da Integração Nacional há uma dúvida se este deverá juntar o das Cidades e de Turismo. Permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional.

Além de Paulo Guedes e Marcos Pontes, outros dois nome para ministros já foram confirmados: o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil e o general Augusto Heleno para a Defesa.

Em entrevista a emissoras de televisão, um dia depois de ser eleito, Bolsonaro disse que gostaria de ter Moro à frente da Justiça ou do STF (Supremo Tribunal Federal). O juiz responsável pela Lava Jato no Paraná visitará o presidente eleito , que estará acompanhado de seu vice, General Mourão.

Moro é visto como juiz linha-dura por sua atuação na Lava Jato, sendo pivô das prisões de figuras importantes da política e do meio empresarial, como Marcelo Odebrecht, o ex-presidente Lula e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Os demais nomes para os ministérios de Bolsonaro serão divulgados oficialmente por meio das redes sociais do presidente eleito.