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Para o ex-presidente Lula, votação expressiva de Fernando Haddad no segundo turno, alcançando 45% dos votos, o credencia como voz da oposição

O ex-presidente Lula recomenda calma ao PT após derrota nas eleições
Reprodução/Le Monde
O ex-presidente Lula recomenda calma ao PT após derrota nas eleições

Esperar a poeira baixar. Esse é o conselho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Partido dos Trabalhadores após o fim das eleições presidenciais de 2018. Lula recomenda calma ao PT e seus apoiadores, que, em sua avaliação, devem aguardar as próximas movimentações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para se rearticuar enquanto oposição.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , o conselho foi transmitido a Emídio de Souza, tesoureiro do partido, que visitou o ex-presidente na prisão em Curitiba. Na avaliação do líder petista, há de se comemorar ainda a votação expressiva de Fernando Haddad, que alcançou 45% dos votos válidos. Assim, Lula recomenda calma , e também apoio ao ex-prefeito de São Paulo na nova fase que se anuncia na vida política nacional.

Para o ex-presidente, Haddad se credenciou como principal voz da oposição nos anos que virão. Ele afirmou também ser prematura a convocação de protestos contra o governo eleito. De acordo com Lula, os opositores de Bolsonaro devme trabalhar com inteligência, apresentando resistência às pautas conservadoras ou que pretendam minorar direitos, em vez de fazer oposição genérica à figura do novo presidente.

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Ainda para Lula - que, segundo Emídio de Souza, ficou triste com a derrota e a ascenção de Bolsonaro - o PT se saiu bem no pleito. Além de ter elegido a maior bancada da Câmara, o partido chegou ao segundo turno com chances de vencer. Situação bem melhor que a de outros partidos tradicionais, como o MDB e o PSDB, que viram diminuiram sua relevância em 2018.

O ex-presidente Lula recomendou calma e avaliou, ainda, que é cedo para fazer a "análise da conjuntura". O ideal, repetiu, é esperar "a poeira baixar", aguardar as movimentações do governo, e então definir qual será a estratégia da oposição. Assim, os primeiros protestos já marcados contra o novo presidente deverão ter o respeito, mas não a adesão formal, do PT.

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