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Tucano disse que, "ganhe quem ganhar, problemas são iguais"; ex-presidente reafirmou rejeição a Bolsonaro, mas não declarou se votou em Haddad

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vota em Higienópolis; ele cobrou 'respeito à Constituição' do presidente eleito
Agência Brasil
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vota em Higienópolis; ele cobrou 'respeito à Constituição' do presidente eleito

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC), de 87 anos, evitou revelar o seu voto logo após tê-lo registrado em um colégio eleitoral do bairro de Higienópolis, na região central da capital paulista, neste domingo (28), dia de votação do segundo turno das eleições 2018. No entanto, o tucano ressaltou em entrevista que o "respeito à Constituição" será cobrado por ele de quem for assumir a Presidência no ano que vem. 

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Além de citar o " respeito à Constituição ", FHC ainda afirmou que a geração de empregos e o crescimento econômico devem ser foco do vitorioso na corrida eleitoral. Ao destacar a importância do respeito à diversidade e da garantia à segurança a todos, FHC sugeriu ainda “menos arrogância e mais competência”.

“Ganhe quem ganhar, os problemas são iguais: voltar a crescer e criar empregos. Reduzir o déficit e trazer confiança”, afirmou o ex-presidente no Twitter. “Constituição respeitada, a maioria prevalece, mas respeita a minoria, aceita a diversidade; segurança para todos. Menos arrogância, mais competência.”

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Presidente da República entre 1995 e 2003, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso lamentou, na última sexta-feira (26), e também pelo Twitter, que as eleições no Brasil estejam sendo cercadas por notícias falsas, as chamadas fake news.

FHC também reiterou que não votaria no candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Porém, em momento algum, o ex-presidente tucano disse que votaria em Haddad e não confirmou isso depois de ter votado também, neste domingo.

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Além disso, com a declaração sobre o " respeito à Constituição ", o tucano deixa clara a sua rejeição ao candidato do PSL. “O que penso, declaro no Twitter e na mídia. Por ora, disse que, no Bolsonaro, não voto, e dei as razões. Nada além disso”, escreveu.

* Com informações da Agência Brasil.