The New York Times criticou o candidato Jair Bolsonaro (PSL), que está na carreira política desde o início dos anos 1990
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
The New York Times criticou o candidato Jair Bolsonaro (PSL), que está na carreira política desde o início dos anos 1990

O jornal norte-americano The New York Times  publicou, na noite deste domingo (21), um editorial intitulado "A triste escolha do Brasil". O texto faz referência à liderança do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas de intenções de voto, frente ao seu oponente Fernando Haddad (PT). Na publicação, o jornal chama Bolsonaro de "um populista ofensivo, cruel e teimoso".

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"Jair Bolsonaro é um brasileiro de direita que tem visões repulsivas. Ele disse que, se tivesse um filho homossexual, preferiria que ele morresse; que uma colega no Parlamento era muito feia para ser estuprada; que afro-brasileiros são preguiçosos e gordos; que aquecimento global equivale a 'fábulas de estufa'", afirma o The New York Times . "Ele sente saudades dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos", continua.

Apesar das críticas, o jornal prevê que Bolsonaro será eleito o próximo presidente do Brasil, mas o considera uma "triste escolha". O texto ganhou ampla repercussão na manhã desta segunda-feira, tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil, ocupando espaço de destaque nas redes sociais. 

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O jornal norte-americano aproveitou a publicação para citar a comparação de Bolsonaro com o presidente Donald Trump e diagnosticar que a iminente vitória do candidato do PSL nas eleições brasileiras seria um resultado do descontentamento e da frustração do povo. 

"Ele é o mais recente em uma longa lista de populistas que surfaram em uma onda de descontentamento, frustração e desespero para o maior cargo em cada um de seus países. Não surpreendentemente, ele é frequentemente descrito como o Donald Trump brasileiro ", afirma o editorial.

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"A escolha é dos brasileiros. Mas é um dia triste para democracia quando a desordem e o desapontamento levam os eleitores à distração e abrem portas para populistas ofensivos, cruéis e grosseiros", conclui o  The New York Times .

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