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Partido solicita exclusão de post feito pelo filho de Jair Bolsonaro pedindo que os eleitores filmassem as urnas eletrônicas, caso tivessem problemas

Em sua conta no Twitter, filho de Jair Bolsonaro pede aos eleitores que gravem vídeos para denunciar problemas nas urnas
Billy Boss/Câmara dos Deputados - 7.6.2017
Em sua conta no Twitter, filho de Jair Bolsonaro pede aos eleitores que gravem vídeos para denunciar problemas nas urnas

O Partido dos Trabalhadores pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determine a retirada de uma publicação feita pelo filho de Jair Bolsonaro (PSL) e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em sua conta no Twitter.

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A campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT), solicitou que o filho de Jair Bolsonaro seja multado porque, segundo a sigla, o conteúdo se trata de propaganda eleitoral irregular.

A publicação se trata de um pedido feito por Eduardo Bolsonaro no último domingo de eleições, estimulando as pessoas que tiverem problemas com as urnas eletrônicas durante a votação a registrarem o ocorrido. “Prezados, em caso de problemas com a urna filmem, de preferência gravem lives e falem o estado zona e seção onde está ocorrendo o problema", escreveu ele em seu post.

Para o PT, esse e outros vídeos circularam nas redes sociais de eleitores de Jair Bolsonaro nos quais eles aparecem "filmando a urna eletrônica enquanto votavam e, ainda, exibindo armas para a filmagem , dentro da cabine de votação".

"Conforme se pode perceber, o voto fica totalmente visível, bem como o encerramento da votação, confirmando o voto no candidato representado e, ao final, ainda é reforçada a imagem da arma, de forma manifestamente intimidatória", argumenta o PT.

"A proibição de propaganda no dia do pleito visa manter o equilíbrio da disputa, de forma que o candidato que se beneficiar de manifestações públicas de apoio ao voto, estará ultrapassando seus opositores de forma desleal, uma vez que as regras devem ser aplicadas a todos", acrescenta.

Segundo o partido, a atitude configura violação do sigilo do voto e constitui crime eleitoral. Portanto, "cabe ao candidato [Jair Bolsonaro] comunicar à sua militância sobre as regras do jogo eleitoral, para que ninguém cometa ilícitos que podem prejudicar a própria campanha, no entanto, não parece que é isso que o representado tem feito, uma vez que seus filhos divulgaram na internet a intenção de filmar a votação".

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Além do processo contra filho de Bolsonaro

PT pede retirada de conteúdos ofensivos das redes sociais e pede multa a filho de Jair Bolsonaro
shutterstock
PT pede retirada de conteúdos ofensivos das redes sociais e pede multa a filho de Jair Bolsonaro

Em outro processo contra o candidato pelo PSL, o PT também pede imediata retirada dos conteúdos ofensivos de alguns links no Facebook, Twitter e YouTube por “propagarem notícias falsas na internet”, as chamadas fake news.

"Não podem os representados empregar com tamanha irresponsabilidade seu espaço nas redes sociais para circulação de afirmações infundadas, injuriosas e difamatórias que visam, única e exclusivamente, manipular a opinião pública por meio de mentiras", diz o partido na ação.

TSE manda retirar do ar links contra Manuela D’Ávila

Além de filho de Bolsonaro, PT também entrou com ação por fake news sobre Manuela D'Ávila
Reprodução/Twitter Manuela D'Ávila
Além de filho de Bolsonaro, PT também entrou com ação por fake news sobre Manuela D'Ávila

Na segunda-feira (9), o ministro do TSE Sérgio Banhos determinou que o Facebook tire do ar em até 24 horas 33 links que contenham mensagens difamatórias de Manuela D’Ávila (PCdoB), candidata a vice do presidenciável Fernando Haddad (PT).

Ao entrar com o processo, o PT afirma que o alcance das notícias falsas sobre a candidata chega a mais de 146 compartilhamentos e 5,1 milhões de visualizações. As imagens falsas apontam D’Ávila com atitudes ofensivas aos cristãos e entrega de materiais pronográficos para crianças.

“No caso dos autos, entendo viável a concessão da liminar, porquanto o conteúdo ora questionado mancha a imagem da candidata representante perante o público católico e cristão, com o objetivo evidente de interferir no pleito eleitoral. Ademais, a mídia foi claramente editada com uso de montagem – por meio da qual se desvirtuou o conteúdo original do vídeo produzido pela candidata representante para combater a homofobia nas escolas –, contendo agressão e ataque à imagem da candidata, atribuindo-lhe conceito sabidamente inverídico”, escreveu Banhos.

Diferente da ação contra o filho de Jair Bolsonaro , a ação já foi acatada pelo ministro e os dados pessoais dos responsáveis pelas publicações deverão ser informados pelo Facebook ao TSE em até 48 horas, para eventual responsabilização dos autores.