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Declaração polêmica e dada como racista deu-se no momento em que o general Mourão desembarcava no aeroporto de Brasília, na noite de hoje

Mourão é o candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro; dessa vez, ele usou o termo 'branqueamento da raça'
Divulgação/Exército Brasileiro - 7.7.14
Mourão é o candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro; dessa vez, ele usou o termo 'branqueamento da raça'

O general Hamilton Mourão, candidato à vice-Presidência na chapa do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, fez mais uma declaração polêmica na noite deste sábado (6). Depois de ter sido censurado, inclusive por Bolsonaro, ao  criticar o 13º salário e sugerir que uma família sem pai seria uma 'fábrica de desajustados', Mourão usou o termo "branqueamento da raça" como um elogio. 

A declaração deu-se no momento em que o vice de Bolsonaro desembarcava no aeroporto de Brasília, na noite de hoje. Depois de uma rápida entrevista com jornalistas, Mourão apontou para um adolescente que o esperava no saguão, ao lado de uma comitiva familiar e, numa tentativa de elogiá-lo, disparou: "Meu neto é um cara bonito, viu ali? Branqueamento da raça ".

A declaração se torna polêmica por ser vista como racista, perante à comparação do que é belo com o que é branco. Logo após o dito elogio, o vice de Bolsonaro deu gargalhadas e foi se encontrar com a família que o aguardava.

Essa não é a primeira vez que Mourão faz declarações que podem ser consideradas racistas. Afinal, ele já havia causado polêmica ao vincular o negro à malandragem e o índio à indolência, em uma palestra de campanha em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Dada a repercussão negativa de sua fala, o vice de Bolsonaro justificou-se dizendo que se autodeclarara índio no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Hoje, em sua rápida entrevista, Mourão disse aos jornalista que não teme conflitos durante o pleito deste domingo (7), apesar da polarização da campanha. "Não estamos com medo disso. Somos dois militares oriundos do Exército de Caxias, o Pacificador. Vamos pacificar as coisas", afirmou.

Além disso, o general foi questionado pelos repórteres sobre o fato do seu cabeça de chapa, Jair Bolsonaro, ter concedido três entrevistas com mais de 15 minutos, apesar de ter faltado ao debate entre os presidenciáveis na Rede Globo , por motivos de saúde.

Mourão defendeu Bolsonaro , dizendo que as entrevistas seriam menos tensas que o debate e que isso justificaria a escolha do presidenciável e não participar do debate, mas aceitar conversar com jornalistas. "Sentado é diferente. Outra coisa é a tensão de debate. Muitas vezes, a emoção pode aflorar e não é bom, afirmou. 

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Ele não chegou a ser questionado sobre o termo " branqueamento da raça ", pois abandonou os jornalistas imediatamente depois de utilizá-lo.