Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes disputa espaço por segundo turno com Haddad, Marina e Alckmin
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Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes disputa espaço por segundo turno com Haddad, Marina e Alckmin

O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) negou ser uma pessoa de temperamento difícil e explicou sua versão acerca do  episódio ocorrido no último fim de semana em Boa Vista (RR). Na ocasião, o candidato empurrou um homem e mandou que prendessem o mesmo durante entrevista concedida em meio a um ato de sua campanha.

"Eu não tenho descontrole. Não tenho sangue de barata e não quero ter", disse Ciro Gomes , que voltou a acusar o senador Romero Jucá (MDB) de ter pago o homem que acabou vítima do empurrão para provocá-lo.

"Fui avisado que o Romero Jucá, que todo mundo conhece o marginal que é, resolveu me constranger para não andar nas ruas de Boa Vista. O camarada veio e grudou um adesivo do Bolsonaro mandado por ele [Jucá], para simular que era de um apoiador do Bolsonaro. Aí veio o mesmo cidadão para cima de mim e eu empurrei ele de volta. E quando eu empurrei ele de volta eu disse: 'Vá para a casa de Romero Jucá', e falei um palavrão. Eu falo palavrões. Em legítima defesa, eu falo palavrão", explicou o candidato.

As declarações do candidato foram dadas em entrevista concedida no fim da noite dessa segunda-feira (17) ao Jornal da Globo , onde Ciro garantiu que, se eleito, terá condições de dialogar com o Congresso para aprovar suas propostas. "Eu sou uma pessoa muito treinada. Fui ministro e negociei com o Congresso sem nenhum trauma. Será possível que eu não adquiri experiência para isso?", disse.

O candidato  também voltou a chamar o candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), General Hamilton Mourão, de "jumento de carga". Ciro criticou declarações do militar e o acusou de preparar um novo golpe no País.

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"O General Mourão está escalando o golpe e eu irei enfrentá-lo. Eu sou um brasileiro que conhece a lei. É proibido um comandante militar opinar na política. É próprio que um comandante militar fique tutelando o processo político, coagindo as pessoas a votarem por medo? Medo de quê? Eu não tenho medo deles não", disse o candidato.

Lula sabia de esquema na Petrobras, diz Ciro Gomes

Candidato Ciro Gomes voltou a defender proposta de limpar o nome de pessoas endividadas
Reprodução
Candidato Ciro Gomes voltou a defender proposta de limpar o nome de pessoas endividadas

Questionado sobre sua estratégia de atacar o candidato do PT, Fernando Haddad, e não o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro ponderou: "Eu gostaria muito que o Lula estivesse solto e a gente pudesse ter um debate. Ele nem é Satanás e nem é esse Deus. Eu não falo mal do Haddad. O Haddad é um amigo meu, mas que foi considerado o pior prefeito do País. É razoável que a gente exponha o País a esse risco?".

Ainda sobre Lula , Ciro disse acreditar que o ex-presidente sabia do esquema criminoso que tomou conta da Petrobras ao longo dos últimos governos. "No mensalão ele [Lula], de fato, não sabia. Eu tenho razões genuínas para acreditar que ele falou a verdade quando disse que não sabia. No petrolão não dá. Não é que ele sabia que as pessoas estavam roubando, mas ele sabia que as pessoas estavam procurando essas indicações para roubar", afirmou o candidato.

Leia também: Haddad diz que não dará indulto a Lula e assume papel de pacificador em campanha

Ciro Gomes também voltou a atarcar a reforma trabalhista tocada pelo governo Michel Temer (MDB) e reafirmou sua proposta de limpar o nome de pessoas endividadas. "Eu não fiz isso porque eu sou bonzinho. O principal motor de ativação econômica no nosso país é o consumo das famílias. Se eu não consertar o crédito popular, como é que o consumo das famílias se restaura? E se eu restauro, o comércio vende. Se o comércio vende, a indústria produz, os empregos aparecem e o dinheiro para pagar melhoria na saúde, na educação, na segurança surge", explicou.

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