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Ministro saiu em defesa de Temer após Barroso autorizar medida no âmbito de investigação sobre a Rodrimar: "Busca-se enfraquecer o comandante"

Ministro Carlos Marun saiu em defesa do presidente Michel Temer após determinação de Barroso
Alan Santos/PR - 15.12.17
Ministro Carlos Marun saiu em defesa do presidente Michel Temer após determinação de Barroso

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, saiu em defesa do presidente Michel Temer após o  chefe do Executivo federal ter o sigilo bancário quebrado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

Ainda na noite dessa segunda-feira (5), tão logo Barroso autorizou a quebra do sigilo bancário de Temer, Carlos Marun  participou de reunião com líderes do Congresso na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O ministro afirmou na saída do evento que todos ficaram surpresos com a medida ordenada por Barroso. Marun considerou que as investigações contra Temer, chamado de "comandante" , acabam por enfraquecer a "guerra contra o crime", conforme reportou a jornalista Andréia Sadi, da Rede Globo .

"Todos foram unânimes na reação de estranheza porque parece que, no momento em que o governo precisa estar forte para enfrentar o crime, busca-se enfraquecer o comandante através da inclusão dele no inquérito da Odebrecht e, agora, a quebra do sigilo", disse.

Leia também: Temer garante "total acesso" aos seus extratos bancários após quebra de sigilo

Rodrigo Maia

O "inquérito da Odebrecht" ao qual o ministro se refere é um processo relatado pelo ministro Edson Fachin que apura propina da empreiteira ao MDB em troca de favorecimento em concessões aeroportuárias. Esse inquérito já tinha como alvos os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) e passou a incluir o presidente por determinação de Fachin na semana passada

Já a "guerra contra o crime" mencionada por Marun diz respeito ao foco na segurança pública que o governo passou a adotar recentemente com a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública e com o decreto de intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro .

Além da quebra do sigilo bancário de Temer, definida no âmbito do inquérito que apura suposta irregularidade na edição do Decreto dos Portos, a reunião realizada na noite de ontem também teve como pauta a  pré-candidatura de Rodrigo Maia à Presidência da República.

As pretensões eleitorais de Maia foram confirmadas por ele mesmo em entrevista a uma rádio nessa segunda-feira e , segundo Carlos Marun, o anúncio oficial da pré-candidatura deve ser feito ainda nesta semana – ainda conforme as informações de Andréia Sadi.

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