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Marcos Corrêa/PR
Temer e Alckmin em encontro em Brasília

O governador de São Paulo e principal nome de seu partido para disputar a presidência da República em outubro, Geraldo Alckmin (PSDB) disse, nesta quarta-feira, que a Petrobras, maior empresa brasileira, pode vir a ser privatizada no futuro.

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A declaração foi dada em um evento que reuniu executivos da construção civil em Brasília. Alckmin defendeu a venda da Petrobras e afirmou ser “totalmente favorável” a privatizações. As informações são do jornal Folha de S.Paulo .

"Muitos setores da Petrobras devem ser privatizados. Inúmeras áreas que não são o 'core', o centro objetivo da empresa, tudo isso pode ser privatizado. Se tivermos um bom marco regulatório, até pode, no futuro, privatizar tudo", disse aos executivos.

Em relação aos bancos estatais, contudo, o governador disse ser contrário à privatização. Afirmou que, se eleito, não pretende vender o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal.

“Mas pode ter subsidiária com controle privado. Até porque é importante ter um ou dois bancos públicos, para não depender exclusivamente de bancos privados", afirmou.

Evitado nas últimas eleições presidenciais, os tucanos agora passaram a defender abertamente o discurso das privatizações.

Nas eleições de 2006, quando concorreu contra Lula (PT), o governador de São Paulo chegou, inclusive, a dar entrevistas desmentindo a campanha petista de que, se eleito, ele venderia a Petrobras.

Privatização da Eletrobrás

Enquanto Alckmin tenta ascender nas pesquisas eleitorais defendendo um discurso liberal e privatizante, a venda de empresas públicas vem gerando controvérsias que acabam, inclusive, na justiça.

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Um juiz federal de Pernambuco, por exemplo, concedeu decisão liminar em 11 de janeiro em favor de uma ação popular para suspender os efeitos da medida provisória que autorizou o processo de privatização da Eletrobras , a estatal brasileira de energia elétrica.

O magistrado Cláudio Kitner, da 2ª Vara Federal, considerou que a MP editada no fim do ano pelo governo Temer não é o instrumento correto para propor a desestatização da Eletrobras – o que, em seu entendimento, deveria envolver debate com o Poder Legislativo.

Semanas depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, ex-secretário de governo de Alckmin, decidiu suspender a  decisão liminar. O caso, no entanto, segue em discussão no Congresso.

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