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Com proliferação de candidaturas, Alckmin (PSDB-SP) divide eleitores tradicionalmente tucanos com Alvaro Dias, Jair Bolsonaro e Marina Silva

Desde 1994 PSDB não apresenta desempenho tão fraco nas pesquisas eleitorais
Reprodução/Twitter PSDB - 09.12.2017
Desde 1994 PSDB não apresenta desempenho tão fraco nas pesquisas eleitorais

Desde as eleições de 1994, quando Fernando Henrique Cardoso estreou nos primeiros levantamentos com 8% a 10% das intenções de voto, o PSDB não apresenta um desempenho tão fraco nas pesquisas eleitorais. A informação é do jornal Folha de S.Paulo .

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Isso porque, entre outras razões, uma fatia do eleitorado tradicionalmente inclinada a votar no PSDB – pessoas de renda e escolaridade mais altas residentes na região centro-sul do país – tem nestas eleições outras opções no campo liberal, seja de centro ou extrema direita.

Entre os candidatos que “dividem” o eleitorado com o virtual postulante tucano à presidência, Geraldo Alckmin, estão Marina Silva (Rede), que em teoria se posta à esquerda do governador paulista, Alvaro Dias (Podemos), ex-quadro do partido de Alckmin e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), com grande apelo entre o eleitor mais conservador.

No último levantamento do instituto Datafolha, divulgado na quarta-feira (31), Alckmin somou parcos 6% das intenções de voto. Em vários cenários testados, o governador aparece atrás de Bolsonaro, Marina, Lula e Ciro Gomes , e empatado com neófitos na política como Luciano Huck.

Apoio de partidos

As esperanças dos tucanos é que as alianças partidárias, e a estrutura de apoio pelo Brasil e o tempo de propaganda eleitoral na TV delas decorrentes, ajudem Alckmin a decolar nas pesquisas.

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O partido já discute o possível apoio do PSB na corrida presidencial. Os socialistas ambicionavam ter um candidato próprio, mas com a negativa do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa em disputar as eleições, é provável que eles apoiem um nome exógeno. Cogita-se que em troca do apoio dos tucanos à candidatura de Márcio França ao governo paulista, entre outras alianças regionais, o partido coligue-se nacionalmente ao PSDB.

Outro fator decisivo nas eleições será para onde irá o MDB de Temer. Amplamente mal avaliado pelos brasileiros, é improvável que o partido lance candidato próprio.

A ideia de Temer era emplacar um candidato governista, que defendesse as reformas econômicas propostas e aprovadas após o impeachment de Dilma Rousseff. O Datafolha, contudo, aponta que os nomes sondados pelo governo até agora – Henrique Meirelles (PSD), Rodrigo Maia (DEM) e Paulo Rabello de Castro (PSC) – não alcançaram, cada um, nem 3% das intenções de voto.

Assim, o mais provável é que o partido de Michel Temer apoie o PSDB, legando a Alckmin preciosos minutos nos programas eleitorais na TV aberta.

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