
Luma Valéria Rovagnollo, conhecida como Penélope, foi condenada a quatro anos e seis meses de prisão por integrar uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (28) pela 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Luma estava presa desde 05 de junho de 2025, quando foi encontrada por policiais da Rota em um apartamento na Vila Formosa, na zona leste da capital paulista. Ela era procurada desde 2020. após ser alvo da Operação Kleptos.
A Justiça também analisou uma acusação de associação para o tráfico de drogas, mas Luma foi absolvida desse crime por falta de provas suficientes.
Condenação por organização criminosa
O processo analisou a atuação de Luma entre novembro de 2020 e 05 de junho de 2025. Segundo a acusação, ela fazia parte do PCC e tinha a função de organizar as mulheres ligadas à facção em São Paulo..
Entre os materiais analisados estavam mensagens encontradas em celulares e informações de contas digitais. Segundo a decisão, Luma se apresentava como responsável pelo setor feminino da organização criminosa e teria recebido informações sobre integrantes, movimentações e visitas a presídios.
A investigação também identificou uma linha telefônica registrada no nome de Taisla Júlia dos Santos. O mesmo número apareceu em uma conversa na qual uma pessoa identificada como Mariah forneceu a linha como chave Pix.
Os investigadores também encontraram uma conta da Apple associada ao nome de Taisla Júlia dos Santos. Nessa conta havia uma imagem de um documento de identidade com a fotografia de Luma.
A defesa negou que Luma utilizasse os nomes Taisla, Mariah ou Bela. Ela também afirmou que sempre usou o próprio nome nas redes sociais.
Luma negou ainda fazer parte do PCC e disse não conhecer algumas das pessoas citadas na investigação.
O juiz, porém, considerou que o conjunto de documentos, mensagens e informações analisado no processo identificava Luma como responsável pelas contas e pelos nomes usados nas comunicações.
Absolvição por associação para o tráfico
A sentença ainda menciona conversas que indicariam negociações pontuais envolvendo maconha. Para o juiz, no entanto, esse material não foi suficiente para provar que Luma mantinha uma ligação permanente com outras pessoas para praticar o tráfico.
Também não houve apreensão de drogas relacionada ao processo.
Por isso, a Justiça considerou que não havia provas suficientes para condená-la por associação para o tráfico.
Pena será cumprida em regime fechado
Além dos quatro anos e seis meses de prisão, a sentença definiu o pagamento de até 16 dias-multa. Também foram fixadas custas processuais de R$ 3.842.
O juiz determinou que a pena comece a ser cumprida em regime fechado e negou a Luma o direito de recorrer em liberdade. Na decisão, o magistrado considerou que Luma ficou foragida por anos e teria usado identidade falsa e alterado a aparência para evitar ser localizada.
O iG tentou contato com a defesa, porém não encontrou. O espaço segue aberto.