Flávio Bolsonaro
Charles Vieira/Campanha
Flávio Bolsonaro

Desde o começo da campanha adversários (e até aliados) sabem que Flávio Bolsonaro (PL) aprontou algumas nos verões passados e que a candidatura dele poderia naufragar a qualquer momento.

Até agora o senador se mostrou um candidato do tipo teflon. Nada gruda nele. Nem mensagem pedindo dinheiro suspeito para banqueiro suspeito nem viagem de avião nem festa infantil na ilha de luxo do amigo investigado. Isso sem contar o enriquecimento suspeito com lojas de chocolate suspeitas e saques suspeitos dos salários de funcionários do gabinete na boca do caixa.

Flávio é herdeiro do espólio de Jair Bolsonaro, eleito sob o slogan “Deus, Pátria e Família”.

Na reta final da campanha, a resposta a uma história mal contada sobre a relação dele (e pessoas próximas) com o catolicismo colocou o Zero Um em rota de colisão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Ele acusou setores da entidade de propagar a mentira de que queria tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Foi o maior abalo na campanha sobre o primeiro pé da tríade.

A pátria ele já tinha colocado à venda ao negociar com os Estados Unidos, em conluio com o irmão Eduardo, sanções contra autoridades e exportadores brasileiros. Foi atendido por Donald Trump, que foi atendido com um programa de campanha feito à imagem e semelhança do chefe da Casa Branca. O segundo pé da tríade já estava bambo.

Sobrava a imagem de homem de família, explorada à exaustão na tevê, nas redes, nos comícios. Até que um amigo tirou da gaveta mensagens suspeitas que envolvem presentes suspeitos, relações suspeitas com um ministro do Supremo Tribunal Federal e, pior que tudo (ao menos para a base de apoio mais conservadora), suspeitas de participação em festas com prostitutas em um hotel de luxo no Rio. Deus, pátria, família…vai contando.

As revelações são do site Platô BR.

Adversários garantem que, até domingo (4), dia da eleição, vem mais por aí. Talvez não seja o suficiente para a base de apoio migrar para outro candidato. Mas pode representar uma desmobilização crucial na reta final.

Até agora não teve bala de prata capaz de desidratar o sentimento anti-lulista reunido em torno do Zero Um – que certamente vai rir, negar, e depois admitir que até rolou, mas não foi bem assim nem tinha nada demais e que no fim a culpa é do Lula. É o modus operandi até aqui. E que, mal e mal, manteve a candidatura de pé.

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