Material apreendido durante operação na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro
Reprodução / O Dia - 24.05.2022
Material apreendido durante operação na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) abriu, nesta terça-feira (24), um procedimento investigatório criminal para "apurar as condutas, eventuais violações a dispositivos legais, as participações e responsabilidades individualizadas de agentes policiais federais durante operação conjunta com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar" do Rio de Janeiro na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Ao menos 21 pessoas morreram na operação, entre elas, uma moradora .

Antes da operação, o MPF recebeu ofício da PRF dando ciência da realização da ação policial para eventual cumprimento de mandados de prisão e desarticulação de organização criminosa.

Em nota divulgada na tarde desta terça-feira, o Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que "a operação foi comunicada ao órgão com a justificativa da absoluta excepcionalidade, com intuito de coletar dados de inteligência sobre o deslocamento de aproximadamente 50 criminosos da Vila Cruzeiro, entre eles lideranças do Estado do Pará, para a Comunidade da Rocinha. Foi mencionada na justificativa a necessidade de reconhecimento da área para atualização de prontuário de localidade com vistas a futuras operações policiais."

Ainda de acordo com o MPRJ, "durante esse levantamento, a equipe da Unidade de Operações Especiais foi reconhecida e atacada por diversos criminosos locais que portavam armas de grande valor cinético e efetuaram vários disparos de arma de fogo, tentando contra a vida dos policiais que compunham a patrulha, havendo assim a necessidade de iniciar uma operação emergencial com o objetivo de estabilização do terreno."

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