Caso Henry: juíza pede para prefeitura investigar 'fuga' de Jairinho
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Caso Henry: juíza pede para prefeitura investigar 'fuga' de Jairinho

A juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri, solicitou a  Prefeitura do Rio de Janeiro as imagens captadas no trajeto feito pelo médico e  ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, entre o condomínio Majestic, no Cidade Jardim, e o Hospital Barra D’Or, durante a madrugada de 8 de março.

Na ocasião, o então parlamentar dirigia um Mercedes GLA preto ano 2016, onde estavam a professora Monique Medeiros da Costa e Silva e o filho dela, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, que já chegou morto a unidade de saúde. O casal é réu por torturas e homicídio qualificado da criança e ainda por fraude processual e coação no curso do processo.

De acordo com o ofício enviado a Cet-Rio e, posteriormente, a Rio Luz, que atualmente faz a gestão dos aparelhos, a magistrada afirma que as filmagens no intervalo de 3h30 as 10h do dia 8 têm a finalidade de “instruir os autos da ação” e que serão “verificadas as circunstâncias em que foi conduzido o veículo (velocidade presumida e eventuais infrações)”.

Segundo o relatório final das investigações, assinado pelo delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra da Tijuca), os laudos de exame de necropsia e de reprodução simulada atestam, de forma absolutamente contundente, que a morte de Henry foi decorrente de crime e se deu entre 23h30 e 3h30 daquela madrugada.

A alegação apresentada por Monique e Jairinho na delegacia de que o menino foi vítima de um acidente doméstico, como uma queda da cama, foi descartada.

O inquérito apontou ainda que a perícia da Polícia Civil em imagens de câmeras do elevador do Majestic mostra que ele estava extremamente pálido, com lábios cianóticos (escuros, devido à baixa oxigenação no sangue), abolição de motilidade e de tônus muscular, com consequente fácies hipocrática - em linhas gerais, sinais de que o óbito ocorrera há pouco tempo.


Ao serem ouvidas na distrital, as médicas responsáveis pelo atendimento prestado a Henry e por tentativas de reanimação frustradas durante mais de uma hora também garantiram que o menino já chegou morto no Hospital Barra D’Or. Ao ser levado para o Instituto Médico Legal (IML), foi atestado que ele sofreu hemorragia interna e laceração hepática e seu corpo apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões.

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