Policia Civil em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (18)
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Policia Civil em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (18)

O delegado da polícia Civil, Roberto Monteiro, deu detalhes da operação Caronte da polícia Civil, Militar e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) nesta sexta-feira (18) na Cracolândia , na região central de São Paulo.

"Nós descobrimos que existem espaços públicos, que nós chamamos de vagões que são demarcações em rua na Cracolândia, são espaços delimitados, tem um dono, todos ligados a facção (criminosa). São vendidos espaços para as tendas que ficam cobertas das ações dos helicópteros da polícia e da imprensa, eles realizam a comercialização de drogas", revela o delegado, citando o crack como a principal droga comercializada.

Nomeada de  Operação Caronte , a ação utilizou dois caveirões blindados e reuniu mais de 600 agentes, sendo 382 policiais civis, 150 militares e 150 GCMs, que cumpriram no local 11 mandados de prisão e 14 mandados de busca e apreensão - todos com autorização do Ministério Público. No total, 8 pessoas foram presas.

"Prática de tráfico de drogas pesado na Cracolândia, com 24 horas de funcionamento", completa o delegado Monteiro, que dá detalhes da organização criminosa , que segundo o próprio, atua em outros estados além de São Paulo.

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Segundo Roberto, o objetivo da operação visa capturar "os traficantes e não os usuários de drogas - que são vítimas do problema social, de saúde pública." Foram quatro meses de investigação e mais um mês para a realização.

Após a investigação, que contou com policiais "infiltrados no local", um tanque do Grupo Especial de Reação (GER) e um helicóptero da polícia Civil foram usados na operação desta sexta. O cortiço foi desapropriao pela Prefeitura de São Paulo, que construirá no local moradias populares para munícipes de baixa renda.



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