Jovem é acusada de fraude por usar uma empresa que foi dissolvida antes da pandemia para obter fundos
The New York Times
Jovem é acusada de fraude por usar uma empresa que foi dissolvida antes da pandemia para obter fundos


Em meio a crise mundial provocada pela pandemia do novo coronavírus , uma moradora da Carolina do Norte, nos Estados Unidos , usou seu empréstimo emergencial, no valor de US$149 mil, fornecido pelo governo americano, para comprar produtos em lojas como Louis Vitton, Nordstrom, Neiman Marcus, IKEA e lojas de diamantes.

Jasmine Johnnae Clifton, de 24 anos, mora na cidade de Charlotte, e precisou comparecer ao tribunal federal na última semana. Segundo o Ministério Público da Carolina do Norte, a jovem é acusada de fraude por usar uma empresa que foi dissolvida antes da pandemia para obter fundos de ajuda para Covid-19

O auxílio faz parte do Programa de Empréstimo para Danos Econômicos por Desastres, previsto na Lei Cares (Coronavirus Aid, Relief, and Economic Security). Os fundos são oferecidos pela Small Business Administration (SBA) para pequenas empresas do estado que sofreram danos econômicos substanciais devido à pandemia.

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Um documento obtido pela CNN aponta que a mulher entrou com o processo para criar o negócio de roupas online Jazzy Jas LLC pela primeira vez em fevereiro de 2019, de acordo com a acusação. Depois disso, ela entrou na fila para concorrer ao empréstimo da SBA para a empresa, em 24 de julho de 2020, de acordo com os mesmos documentos, mas a empresa já não existia mais.

A empresa foi formalmente dissolvida, junto aos órgãos locais, em março de 2020, já durante a pandemia , o que justificaria o acesso ao dinheiro. No entanto, deixou de existir, de fato, em setembro de 2019. Para conseguir os fundos, Clifton teria apresentado um pedido de empréstimo em 24 de julho de 2020. A mulher alegou falsamente que a sua loja gerou US$350 mil em receitas durante um período de 12 meses antes da pandemia, como afirma a acusação.

Da época do recebimento do dinheiro até a acusação, ela usou a existência anterior de uma empresa falida para “explorar um programa de empréstimo federal e obter uma quantia substancial de dinheiro”, diz a acusação. O governo federal apreendeu aproximadamente US$ 50 mil em fundos da conta de Jasmine em novembro, de acordo com o registro. Em 17 de fevereiro, o júri fez duas acusações contra ela, uma por fraude eletrônica em relação a um benefício público emergencial e outra por fraude contra o sistema de contenção de danos em relação a um grande desastre. 

Se condenada, ela pode pegar até 30 anos de prisão por cada acusação, além de ter que pagar US$1,2 milhão em multas. A suposta fraudadora foi liberada sob fiança de US$25 mil após comparecer ao tribunal na segunda-feira, dizem os registros.

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