Sobe para 16 o número de mortos em ataque a evento judaico na Austrália
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Sobe para 16 o número de mortos em ataque a evento judaico na Austrália

O número de mortos no ataque a tiros ocorrido neste domingo (14) durante um evento da comunidade judaica em Sydney, na Austrália, subiu para 16 após a confirmação de que mais vítimas não resistiram aos ferimentos, informaram autoridades da Nova Gales do Sul.

As autoridades confirmaram que 15 das vítimas eram civis e uma era um dos autores do ataque. Outras 38 pessoas seguem internadas em hospitais da Nova Gales do Sul, algumas em estado grave, incluindo dois policiais feridos durante a ocorrência. O episódio foi oficialmente classificado como ato terrorista.

A polícia estadual declarou oficialmente o episódio como um ato terrorista e iniciou uma operação conjunta de contraterrorismo com apoio de autoridades federais.

Segundo o comissário da Polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, dois homens participaram do ataque. Um deles, de 50 anos, morreu no local. O outro, de 24 anos, permanece hospitalizado em estado crítico, porém estável, e “é provável que enfrente acusações criminais ”, afirmou o comissário, destacando que o estado de saúde do suspeito permite a continuidade dos procedimentos legais sem prejudicar eventual processo judicial. Os dois são pai e filho.

Segundo as investigações, não há indícios da atuação de outros envolvidos diretamente no atentado.

Vítimas tinham entre 10 e 87 anos

As autoridades confirmaram que as idades das vítimas variam entre 10 e 87 anos .

Do total de mortos, 14 faleceram ainda no local do ataque e outras duas pessoas morreram após serem levadas a hospitais da região.

Segundo o serviço de ambulâncias de Nova Gales do Sul, ao menos 123 profissionais participaram do atendimento inicial, e 24 pacientes foram transportados pelas equipes de emergência nas primeiras horas após o ataque.

O comissário de ambulâncias do estado destacou que algumas pessoas feridas buscaram atendimento por conta própria para não sobrecarregar os serviços de resgate.

Explosivos improvisados foram encontrados

Durante as buscas no local do ataque, a polícia localizou dois  artefatos explosivos improvisados, que foram recolhidos e desativados por uma unidade especializada. Segundo a corporação, os dispositivos eram rudimentares e não chegaram a ser detonados.

Mandados de busca foram cumpridos em dois endereços ligados aos suspeitos, nos bairros de Bonnyrigg e Campsie. A polícia informou que o autor morto possuía licença legal para armas de fogo desde 2015, com seis armas registradas, todas apreendidas para perícia.

Segundo o comissário, o homem possuía uma licença da categoria AB, que permite o registro de armas longas, obtida para fins de caça recreativa por meio de um clube de tiro.

A investigação está sendo feita por uma força-tarefa contra o terrorismo, que reúne a polícia do estado e órgãos federais, trabalhando juntos para esclarecer o ataque. Paralelamente, foi aberta uma apuração independente sobre a atuação policial, já que disparos efetuados por agentes resultaram na morte de um dos suspeitos e na captura do outro.


Comunidade judaica recebe reforço policial

Após o ataque, a polícia estadual colocou em operação uma ação especial de segurança para ampliar a presença de agentes em locais frequentados pela comunidade judaica, como sinagogas e centros comunitários. Ao todo, 328 policiais foram mobilizados para patrulhamento e ações preventivas.

“Queremos garantir que a comunidade judaica se sinta segura e confiante para seguir com sua vida cotidiana”, afirmou o comissário Mal Lanyon, ao destacar que “os atos vistos ontem não podem ser tolerados”.

O primeiro-ministro australiano afirmou que bandeiras serão hasteadas a meio-mastro em todo o país em homenagem às vítimas e que forças federais, incluindo a Polícia Federal Australiana e a agência de inteligência ASIO, atuam em conjunto com as autoridades locais na investigação.

Um local de homenagem foi montado nas imediações do Bondi Pavilion, onde moradores passaram a deixar flores. Escolas próximas ao local do ataque permanecem fechadas, e serviços de apoio psicológico foram disponibilizados para a comunidade.

Segundo o governo estadual, o nível de ameaça terrorista no país segue classificado como “provável”.

Líderes internacionais entraram em contato com o governo australiano para prestar solidariedade.

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