
O presidente Donald Trump pediu neste domingo (16) que os republicanos da Câmara votem pela divulgação dos arquivos do caso sobre Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e que morreu na prisão. Anteriormente, Trump havia se posicionado contra a proposta, que ganhava apoio dentro do próprio partido, dizendo ser uma manobra dos democratas.
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“Não temos nada a esconder, e já é hora de superar essa farsa criada pelos democratas para desviar a atenção do grande sucesso do Partido Republicano”, escreveu Trump nas redes sociais na noite de domingo.
Crise interna do partido
A mudança de posição é feita após uma disputa interna entre republicanos, marcada por um racha crescente com a deputada Marjorie Taylor Greene, até então uma das aliadas mais fiéis de Trump. Com o recuo, os defensores da medida podem reunir votos suficientes para aprová-la na Câmara, segundo a agência AP News.
A AP destaca que esta é uma das raras ocasiões em que Trump cede à própria bancada. Antes da mudança, o presidente havia pressionado dois deputados republicanos que assinaram a proposta.
Parlamentares favoráveis ao projeto já previam uma vitória expressiva na Câmara nesta semana, com uma “enxurrada de votos republicanos” a favor do que, até então, contrariava a liderança do partido e o próprio presidente.
Arquivos de Epstein em pauta

O projeto em discussão no Congresso obriga o Departamento de Justiça a divulgar todos os arquivos e comunicações relacionados a Jeffrey Epstein, além de informações sobre a investigação de sua morte na prisão federal. Dados sobre vítimas ou investigações em andamento poderiam ser preservados.
Trump se pronunciou a favor da proposta após o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, afirmar que a votação em prol da divulgação ajudaria a pôr fim às alegações de que Trump tinha qualquer ligação com os abusos e o tráfico de menores cometidos por Epstein.
Amizade entre Trump e Epstein
Embora Trump e Epstein tenham sido fotografados juntos décadas atrás, o presidente afirma que os dois romperam a relação antes das condenações do financista.
E-mails divulgados na última semana por uma comissão da Câmara mostram que Epstein dizia acreditar que Trump “sabia sobre as garotas”, embora não esteja claro a que ele se referia. A Casa Branca acusa democratas de vazamentos seletivos para prejudicar o presidente.
A relação entre Trump e Epstein é conhecida, e o nome do presidente apareceu em documentos divulgados pelo próprio Departamento de Justiça em fevereiro para atender ao interesse público na investigação de tráfico sexual. Trump nunca foi acusado de irregularidades.
Epstein, que se matou na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento, tinha conexões com várias figuras políticas e celebridades além de Trump.
