A Justiça da Califórnia, Estados Unidos, negou a liberdade condicional a Erik Menendez, nesta quinta-feira (21).
Preso há 35 anos por assassinar seus pais, em 1989, junto com o irmão, Lyle, Erik foi avaliado pelo Departamento de Serviços de Correções e Reabilitação da Califórnia.
Os dois irmãos foram condenados à prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional.
O julgamento dos Menendez foi um dos primeiros transmitidos pela TV e sua história voltou a ganhar destaque, após o lançamento de uma série e a um documentário, no ano passado.
Após 35 anos presos e condenados à prisão perpétua sem possibilidade de redução de pena, eles conquistaram uma vitória judicial em maio, quando a Justiça americana aliviou os termos de sentença.
Com isso, eles conseguiram redução da pena de prisão perpétua, sem direito à redução, para ao menos 50 anos de reclusão, o que abriu a possibilidade para o pedido de liberdade condicional.
A audiência de Erik , nesta quinta, foi fechada ao público e durou 10 horas. Ele foi ouvido por videoconferência da prisão de San Diego, onde ele e seu irmão cumprem pena.
Para obter a liberdade, segundo o tribunal, ele deveria demonstrar arrependimento e provar que não representa risco à sociedade.
O irmão dele, Lyle, será ouvido nesta sexta-feira (22).
O crime
O assassinato de José Menéndez e de sua mulher, Kitty Menéndez, abalou os Estados Unidos.
Os irmãos, que na época tinham 21 e 18 anos, atiraram nos pais enquanto eles assistiam à TV.
Inicialmente, tentaram forjar um álibi e atribuíram o homicídio à máfia. Mas, após confissão de Erik ao seu terapêuta, logo foram detidos.
A defesa afirmou que o crime foi consequência de anos de abuso psicológico e sexual por parte de seu pai violento e sua mãe negligente, mas a promotoria convenceu os jurados que os irmãos planejaram o duplo homicídio para ficar com a herança da família.