Avião J-16 da China; modelo foi visto em Taiwan
Reprodução/Ministério da Defesa da China
Avião J-16 da China; modelo foi visto em Taiwan

A China aumentou o tom de alerta sobre uma possível visita da Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan. O ministro da defesa chinês informou na TV estatal que seus militares “não ficarão de braços cruzados” se for adiante nesta semana.

A mensagem surge em meio a relatos de que Pelosi, ao dar início a sua turnê pela Ásia no fim de semana, pode chegar a Taipei na terça-feira. Enquanto isso, o Exército de Libertação Popular da China (PLA) comemora o 95º aniversário de sua fundação.

O porta-voz da China, Zhao Lijian, afirma que devido ao status político de Pelosi como “o terceiro oficia do alto escalão do governo dos EUA”, uma visita a Taiwan “levaria a um impacto político flagrante”. A China afirma deter o controle de Taiwan, considerando a região uma província da China.  

A possível parada em Taiwan durante a viagem de Pelosi ainda não foi confirmada oficialmente em sua agenda pública. Caso ocorra a visita, esta será a primeira vez em que um presidente da Câmara dos EUA em 25 anos coloca os pés na província. A última vez foi em 1997, quando o então orador, Newt Gingrich, visitou Taiwan debaixo de protestos de Pequim, mas que no fim das contas acabou não avançando com retaliações. 

Oficialmente, Pelosi só visitará Cingapura, Malásia, Coreia do Sul e Japão. Mas Michael McCaul, político republicano do Texas e membro sênior do comitê de relações exteriores da Câmara e a democrata Anna Eshoo, disseram à mídia americana na semana passada que Pelosi os convidou para um encontro Taiwan, porém ambos recusaram devido a um conflito de agenda.

Na manhã desta segunda-feira 01, Pelosi esteve acompanhada de uma delegação de seis membros do Congresso em reunião com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong. O líder de Cingapura “destacou a importância de relações estáveis ​​EUA-China para a paz e a segurança regionais”. 

No período que antecedeu o aniversário de fundação do Exército de Libertação Popular da China, militares chineses realizaram “exercícios de tiro real” perto das ilhas Pingtan, na província de Fujian, de acordo com a agência de notícias oficial Xinhua no sábado. 

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