Região de Luhansk após ataque russo
Reprodução/redes sociais
Região de Luhansk após ataque russo

O embaixador russo na República Popular de Luhansk (LPR) , Rodion Miroshnik, disse nesta quinta-feira que há pelo menos 8 mil prisioneiros de guerra ucranianos na região e na República Popular de Donetsk (DPR), locais no Leste da Ucrânia que tiveram a independência reconhecida pelo  presidente Vladimir Putin .

"Há muitos prisioneiros de guerra. Claro, há mais deles no território da República Popular de Donetsk, mas também temos muitos, e agora o número total é de cerca de 8 mil. Isso é muito, e literalmente centenas estão sendo adicionados ao total diariamente", disse em entrevista o programa de TV Soloviev Live, conforma a agência TASS .

Segundo Miroshnik, o número de soldados ucranianos capturados e mortos na área de Donbass deve aumentar, porque os batalhões treinados estão perdendo força e há civis armados sem preparo na linha de frente.

"Atualmente, há um avanço ativo em direção a Slavyansk, Kramatorsk, há muitas pequenas áreas fortificadas. Na minha opinião, o número aumentará, tanto de prisioneiros de guerra quanto os mortos, já que agora em vez das treinadas unidades das forças armadas da Ucrânia ou os batalhões nacionalistas, os batalhões de defesa territorial estão sendo enviados para a linha de frente", explicou, acrescentando: "São as pessoas que receberam armas e, essencialmente, foi prometido que ficariam em seus lotes e bloqueios de estradas. No entanto, foram levados para Donbass. Agora eles se rendem ou morrem em grande escala porque não estão prontos para travar esta guerra."

Separatistas em  Luhansk e Donetsk travam uma guerra contra as forças ucranianas desde 2014. Na semana passada, a Rússia intensificou sua ofensiva no Donbass, bombardeando de forma dura Sievierodonetsk, um dos últimos bastiões controlados pelas forças de Kiev em Luhansk. Putin já havia anunciado no mês passado que a nova fase de sua operação militar no país era "liberar" completamente a região do Donbass.

Sievierodonetsk e a cidade vizinha Lyshchansk formam a parte leste de um bolsão ucraniano que a Rússia tenta invadir desde meados de abril, após falhar na captura de Kiev. O Estado-Maior da Ucrânia admitiu que Moscou lançou uma ofensiva em Sievierodonetsk, mas disse que sofreu perdas e foi forçada a recuar.

— Com informações de agências internacionais

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