Flexibilizações tem como objetivo a retomada de diálogo entre Maduro e oposição no país
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Flexibilizações tem como objetivo a retomada de diálogo entre Maduro e oposição no país


Os EUA confirmaram nesta terça-feira (17) que vão flexibilizar algumas das sanções impostas contra o governo da Venezuela , afirmando que se trata de uma forma de promover a retomada do diálogo entre os representantes do presidente Nicolás Maduro e da oposição. 

As ações incluem a retirada de um funcionário da estatal PDVSA da lista de pessoas sob sanções e uma permissão para que a petrolífera Chevron retome conversas com as autoridades locais.

“Os EUA estão tomando uma série de medidas a pedido do governo interino da Venezuela [do presidente autoproclamado Juan Guaidó, reconhecido pelos EUA] e da plataforma Unidade, de partidos de oposição, que negociam com o regime venezuelano, para respaldar sua decisão de regressar a mesa de negociações na Cidade do México”,  afirmou um funcionário do governo americano, durante conferência telefônica com jornalistas.

De acordo com a Reuters, citando fontes do governo americano, uma das principais medidas seria uma autorização para que a empresa petrolífera Chevron comece negociações com o governo liderado por Nicolás Maduro, algo vetado por Washington desde 2019. Na época, as sanções às vendas de petróleo foram uma resposta do então presidente Donald Trump à reeleição de Maduro, em 2018, em uma votação considerada fraudulenta pelos americanos.

Segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, essa permissão terá alguns limites, que não foram revelados por ele, e tem como objetivo acelerar o diálogo entre governo e oposição no México, suspenso desde outubro do ano passado. Ainda não há, por exemplo sinais de uma licença para que a Chevron mantenha alguns ativos em solo venezuelano.

Desde a decisão da Casa Branca de impor um embargo às exportações de petróleo russo, em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, Washington e Caracas vêm dando sinais de que poderiam retomar seu diálogo para ajudar a suprir a demanda dos americanos, ainda mais no momento em que o país enfrenta uma alta considerável dos preços de combustíveis, e que podem afetar as perspectivas do Partido Democrata, de Biden, nas eleições legislativas de novembro.

Em março, Maduro afirmou ter tido um encontro "respeitoso, cordial e diplomático" com representantes dos EUA, e afirmou que estava retomando "com muita força" o diálogo com os oposicionistas. 

Em troca, afirmou, ouviu promessas de que a política de sanções poderia ser revista "se avanços consideráveis fossem registrados no âmbito destas negociações".


“Fizemos a reunião no gabinete presidencial”, disse o presidente em um discurso na TV, no dia 8 de março. “Lá estavam as duas lindas bandeiras, unidas como deveriam estar as bandeiras dos Estados Unidos e da Venezuela. Pareceu muito importante poder, cara a cara, conversar sobre temas de máximo interesse da Venezuela. Podemos avançar em uma agenda que permita o bem-estar e a paz dos povos de nosso hemisfério, de nossa região.”

Dias depois, dois cidadãos americanos que eram mantidos em poder das autoridades venezuelanas foram liberados, mas a Casa Branca garantiu que a decisão não estava ligada a uma possível retomada das licenças para exportação de petróleo, que antes de 2019 representavam 96% das receitas da Venezuela.

A oposição venezuelana ainda não se pronunciou sobre as ações americanas, mas em março havia defendido que o fim das sanções "deve estar condicionado a um progresso real em direção à transição para a democracia e a liberdade na Venezuela", escreveu em um comunicado o gabinete de Juan Guaidó.

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*Com informações de agências internacionais

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