Ataques Cibernéticos na Ucrânia e países da Otan intensificam questões da Guerra
Agência Brasil
Ataques Cibernéticos na Ucrânia e países da Otan intensificam questões da Guerra

Nesta quarta-feira (27), a Microsoft divulgou um relatório afirmando que hackers do governo russo fizeram uma série de operações cibernéticas contra a Ucrânia e países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Segundo a empresa de tecnologia, os ataques virtuais prestam apoio aos militares.

De acordo com o documento, os ciberataques tiveram início antes da invasão russa, no dia 24 de fevereiro. Esses ataques “ não apenas degradaram os sistemas de instituições na Ucrânia, mas também tentaram interromper o acesso das pessoas a informações confiáveis ​​e serviços vitais de que os civis dependem” , para tentar abalar ainda mais a confiança na liderança do país.

“Também observamos atividade limitada de ataque de espionagem envolvendo outros estados-membros da Otan e algumas atividades de desinformação” , completou a Microsoft.

As descobertas mostram como a tecnologia pode ser usada como arma durante as guerras, por meio dos ataques cibernéticos. A Microsoft afirmou que ambas as operações trabalham juntas “contra um conjunto de alvos compartilhados” , apesar de não poder determinar se essa correlação foi impulsionada por uma decisão coordenada ou simplesmente por possuírem objetivos comuns.

Um exemplo de ataque aparentemente coordenado foi observado em 1º de março, quando um míssil russo foi disparado contra uma torre de TV na capital Kiev. No mesmo dia, empresas de mídia da capital foram atingidas por ataques hackers destrutivos e ciberespionagem.

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O relatório também falou sobre o evento do dia 13 de março, quando dados de uma organização de segurança nuclear foram roubados, semanas depois de unidades militares russas capturarem usinas nucleares.

De acordo com o documento, foram observados cerca de 40 ataques classificados como “destrutivos”, sendo que 32% deles visaram organizações governamentais ucranianas nos níveis nacional, regional e municipal, enquanto mais de 40% foram direcionados a organizações em setores críticos de infraestrutura.

Segundo a Microsoft, os hackers “estão usando uma variedade de técnicas para obter acesso inicial a seus alvos” e “geralmente modificam seus malwares a cada implantação para evitar a detecção”.

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