Le Pen e Macron disputaram o segundo turno das eleições presidenciais
Reprodução/Ansa - 22.04.2022
Le Pen e Macron disputaram o segundo turno das eleições presidenciais

O presidente reeleito da França, Emmanuel Macron, discursou para ativistas e apoiadores aos pés da Torre Eiffel após as projeções apontarem para uma vitória sobre a candidata de extrema-direita Marina Le Pen por 58,2% a 41,8%.

Ao lado da primeira-dama, Brigitte Macron, ele agradeceu aos eleitores que acreditaram em seu projeto "de uma França mais independente e mais forte", afirmando que tem entre seus projetos o de fazer do país "uma grande nação ecológica".

Ele reconheceu ter recebido muitos votos úteis para derrubar a adversária que representa o projeto da extrema-direita, e agradeceu por isso, afirmando que essa situação cria um compromisso para os próximos anos.

O presidente reeleito criticou o alto número de abstenções - só no primeiro turno, foram 26% - e disse que agora, não representa um lado das eleições, mas sim todos os franceses.

"Estou pensando nos nossos compatriotas que se abstiveram. Seu silêncio significou uma recusa à escolha, à qual também teremos que responder", afirmou.

"De agora em diante, eu não sou o candidato de um lado, mas o presidente de todos. Sei que a raiva levou muitos compatriotas a escolherem a extrema-direita, e isso nos obriga a encontrar uma resposta. Devemos responder de forma eficaz à raixa que foi expressa", prosseguiu.

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"Vocês escolherem um projeto humanista e ambicioso para a independência do nosso páis", acrescentou Macron. "Um projeto europeu, social e ecológico. Esse projeto que quero levar adiante com força, enquanto guardião das diferenças, assegurando a cada dia que todos sejam respeitados e possam continuar a trabalhar por uma sociedade mais justa e igual entre mulheres e homens".

Ao concluir sua fala, ele reforçou um pedido por unidade no país, e disse que o próximo governo terá um "novo método".

"Teremos que ser benevolentes, respeitosos, porque nosso país está cheio de dúvidsa e divisões. Ninguém ficará à margem. Caberá a nós o trabalho em conjunto para alcançar a unidade que nos permitirá ter uma vida mais feliz na França. Os próximos anos não serão tranquilos, certamente, mas serão históricos".

"Essa nova 'era' não será uma continuação dos últimos cinco anos. Cada um de nós terá que se comprometer com isso. É isso que faz do povo francês uma força singular, que eu amo tão profunda e intensamente, e que tenho tanto orgulho de servir. Viva a República e Viva a França", finalizou.

Após o discurso, a mezzo-soprano Farrah El Dibany interpretou o hino da França.

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