Izium, na Ucrânia
Reprodução: redes sociais - 08.04.2022
Izium, na Ucrânia

A invasão da Rússia à Ucrânia completa dois meses neste domingo (24), desde o inicio, em 24 de fevereiro, os combates já mataram dezenas de milhares de militares e civis, e reduziram cidades a escombros, obrigando milhões de pessoas a deixarem suas casas no conflito, que é classificado pelo presidente russo Vladimir Putin como uma "operação militar especial".

A Rússia vem sofrendo diversas e crescentes sanções econômicas, além da forte resistência ucraniana, que atualmente vem sendo reforçada pelas armas enviadas por países ocidentais, no entanto, os russos vêm mantendo o bombardeio de longa distância e dizem que a "operação", agora, entra em uma "nova fase".

Veja abaixo os principais fatos que marcaram o conflito: 

INVASÃO À UCRÂNIA 

Na madrugada de 24 de fevereiro, depois de vários meses de escalada militar dos russos na fronteira com a Ucrânia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou uma “operação militar especial” para “desmilitarizar” e “desnazificar” o país. 

Tropas russas
Reprodução/O Globo
Tropas russas

No mesmo dia, após o início dos bombardeios, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a invasão russa foi como um ataque da Alemanha nazista. E que a população deveria estar pronta para se defender .

“Estejam prontos para defender suas casas e cidades. A Ucrânia não vai desistir de sua liberdade. A liberdade é um valor supremo. Nós fomos atacados pela Rússia como a Alemanha nazista atacava na Segunda Guerra.”

Milhares de pessoas fugiram imadiatamente do país.

REFUGIADOS CIVIS, MORTOS E FERIDOS

Logo no segundo dia de guerra, cerca de 100 mil ucranianos já haviam deixado suas casas e cruzado a fronteira com países vizinhos . Desde então, 5,2 milhões deixaram o país, segundo a Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados). Ainda de acordo com a agência, cerca de 12 milhões de pessoas se deslocaram, cerca de 1/4 da população da Ucrânia.

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Famílias ucranianas se dirigindo até a fronteira com a Polônia
Viktor Moskaliuk/UNICEF
Famílias ucranianas se dirigindo até a fronteira com a Polônia

O ACNUDH (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos) informou em sua última atualização 2.435 mortos e 2.946 feridos, desde o início da guerra. No entanto, o escritório das Nações Unidas alerta que o número de vítimas deve ser "consideravelmente maior".

ATAQUES EM BUCHA E CERCO A KIEV

Em 12 de março, a Rússia fechou o cerco à capital da Ucrânia, Kiev, com intensos e frenéticos ataques aéreos. Durante várias semanas, imagens de satélite mostraram um comboio de tanques e outros equipamentos militares se aproximando da capital.

Diversas áreas residencias perto de Kiev ficaram destruídas, em 2 de abril, quando a Ucrânia reconquistou a região, imagens divulgadas pelo governo do país chocaram o mundo.

Corpos encontrados em uma rua em Bucha, cidade a noroeste de Kiev
Reprodução - 04.4.2022
Corpos encontrados em uma rua em Bucha, cidade a noroeste de Kiev

Em Bucha, cidade que fica a cerca de 30 km da capital, e foi uma das mais atingidas, imagens mostravam diversos corpos espalhados pelas ruas e com sinais de tortura. O prefeito Anatoly Fedoruk disse que 412 corpos foram recolhidos em diversos lugares da cidade e em uma vala. O presidente russo, Vladimir Putin, negou a autoria e disse que as fotos dos mortos se tratavam de uma "encenação" do governo ucraniano.

SANÇÕES ECONÔMICAS 

A Rússia vem sendo alvo de sanções de diferentes países, organizações e empresas. As primeiras medidas adotadas pelos ocidentais, logo no início do conflito, foi o banimento do país do sistema global de mensagens bancárias Swift. 

Os russos também sofrem punições em áreas como o esporte e cultura. Várias empresas saíram da Rússia e outras colocaram restrições de funcionamento por causa do conflito com a Ucrânia. De acordo com o prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, cerca de 200 mil pessoas correm o risco de perder os seus empregos só na capital por conta destas punições.

De acordo com a política alemã, Ursula von der Leyen, a falência do Estado russo é uma "questão de tempo", já que grandes empresas e milhares de especialistas deixaram o país e o PIB na Rússia, de acordo com previsões, deve diminuir em 11%.

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