Corpos enfileirados e enumerados em Bucha, na Ucrânia
Reprodução/Redes sociais - 13.04.2022
Corpos enfileirados e enumerados em Bucha, na Ucrânia

 Um padre ortodoxo de Bucha, cidade ucraniana nos arredores de Kiev libertada no fim de março e que foi palco de possíveis crimes de guerra, pediu neste domingo (24) que o papa Francisco visite a Ucrânia para ver "por si mesmo" o que aconteceu na região.

"Agradecemos qualquer tentativa de encontrar a paz. E se a chegada do papa Francisco poderá contribuir para isso, nós o esperamos", disse o sacerdote da Igreja Ortodoxa de Bucha, Andrei Golovin, à ANSA.

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De acordo com o religioso, "é importante" que Jorge Bergoglio viaje para a Ucrânia e "veja por si mesmo o que aconteceu" durante a invasão russa que já dura dois meses.

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Ontem (23), o prefeito de Bucha, Anatoly Fedoruk, disse que 412 corpos foram recolhidos e exumados na cidade, alvo de um massacre durante a ocupação russa em março.

Segundo o ucraniano, 117 corpos, incluindo crianças, foram retirados de uma vala comum localizada próxima a uma igreja.
Moscou, por sua vez, nega a autoria das mortes. Na ocasião, inclusive, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o massacre em Bucha é uma "encenação do Ocidente".

Golovin ainda comentou um dos principais momentos da Via Crucis celebrada pelo Papa no Coliseu de Roma, capital da Itália, no último dia 15 de abril, quando duas amigas, uma ucraniana e outra russa, carregaram uma cruz juntas.

"Ter duas mulheres, russa e ucraniana, carregando a cruz é uma boa ideia de unidade, mas um dos dois lados deve admitir seus pecados e se arrepender", acrescentou. Para o religioso, "se Cristo derrotou a morte, a Ucrânia também poderá ressurgir". "Celebramos enquanto eles continuam a derramar sangue inspirados por Satanás", acrescentou ele à ANSA.

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