Presidente dos EUA, Joe Biden
Reprodução / Record News - 31.03.2022
Presidente dos EUA, Joe Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou o mandatário da Rússia, Vladimir Putin, de cometer "genocídio" na Ucrânia. É a primeira vez que o líder americano usa esse termo para definir a invasão russa.

Em discurso na última terça-feira (12) sobre o aumento dos preços dos combustíveis, Biden disse que a capacidade de as pessoas encherem os tanques de seus carros não poderia ser condicionada pelo fato de "um ditador declarar guerra e cometer genocídio do outro lado do mundo".

Como a frase foi dita de improviso, o presidente foi questionado mais tarde por jornalistas, porém não recuou. "Sim, eu chamei de genocídio. Está cada vez mais claro que Putin está tentando varrer a ideia de poder ser ucraniano", disse o democrata.

Em seguida, Biden afirmou que, em último caso, caberá a tribunais internacionais decidir se as ações da Rússia na Ucrânia podem ser enquadradas como genocídio. "Mas certamente é o que parece para mim", acrescentou.

No fim de março, o presidente dos EUA já havia causado polêmica e críticas até de aliados europeus ao chamar Putin de "carniceiro" e dizer que o presidente russo "não poderia continuar no poder".

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Reações

Em seu perfil no Twitter, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as declarações de Biden são "palavras de um verdadeiro líder".

"Chamar as coisas pelo seu nome é essencial para enfrentar o mal. Agradecemos pela assistência fornecida pelos EUA até agora e precisamos urgentemente de mais armas pesadas para evitar novas atrocidades russas", acrescentou.

Por sua vez, o mandatário da França, Emmanuel Macron, alertou que é preciso prevenir uma "escalada de palavras" e estar "atento aos termos". "Eu diria que a Rússia iniciou unilateralmente uma guerra brutal e que agora está claro que crimes de guerra foram cometidos pelo Exército russo", afirmou.

Já o Ministério das Relações Exteriores da China pediu para todas as partes "manterem a calma e a moderação" e ressaltou que "qualquer esforço da comunidade internacional deveria esfriar as tensões, não alimentá-las".

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