Civis e soldados andam em meio a destruição e tanques de guerra em Izium, na Ucrânia
Reprodução/Redes Sociais - 08.04.2022
Civis e soldados andam em meio a destruição e tanques de guerra em Izium, na Ucrânia

Os corpos de mais de 1.500 soldados russos estão nos necrotérios da cidade de Dnipro, nos Leste da Ucrânia, segundo o vice-prefeito Mikhail Lysenko. Em entrevista, o político disse nesta quarta-feira que ninguém se apresentou para retirar os mortos do local.

"Agora temos mais de 1.500 soldados russos mortos nos necrotérios de Dnipro, que ninguém quer retirar . Espero que as mães russas possam vir buscar seus filhos" disse ao Nastoatchee Vremia.

Ofensiva no Leste

Autoridades ucranianas e serviços de inteligência do Ocidente afirmam há alguns dias que as forças russas estão preparando uma nova ofensiva no Leste do país, ponto central do conflito iniciado em fevereiro e da crise político-militar vivida pelo país desde o início de 2014. Nesta quarta Rússia informou que mais de mil soldados ucranianos se renderam em Mariupol. A Ucrânia não confirma.

Analistas apontam para outro fator que pode ter influenciado a decisão de Vladimir Putin de lançar a invasão: as reservas de gás da Ucrânia, concentradas justamente no Leste do país, em boa parte ainda inexploradas.

Desde a decisão russa de "reduzir drasticamente" as operações contra a capital, Kiev, e contra Chernihiv, no Norte da Ucrânia, para concentrar suas ações na "liberação de Donbass", as autoridades ucranianas expressam o temor de um ataque de grande porte contra áreas das províncias de Donetsk e Luhansk, na região conhecida como Donbass, que ainda não estão sob controle dos separatistas pró-Moscou.

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