Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia
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Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia

ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba , disse que a principal questão no debate do país com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é o envio de armas. As autoridades ucranianas, que pedem que os cidadãos deixem as cidades ao leste do país, acreditam que qualquer equipamento contra os militares russos pode ser considerado uma defensiva.

Nesta quinta-feira (7), o  conflito já entra no 43º dia e os ministros de países membros da Otan se reúnem para definir qual ajuda será oferecida à Ucrânia. De acordo com Kuleba, a posição é "muito simples, tem apenas três tópicos: armas, armas e armas".

"Portanto, essa distinção entre defensivo e ofensivo não faz sentido em relação à situação do meu país. E aqueles países que dizem que fornecerão armas defensivas à Ucrânia, mas não podem fornecer armas ofensivas, são hipócritas. Isso é simplesmente desonesto e uma abordagem injustificada", afirmou Kuleba, durante reunião da aliança militar realizada em Bruxelas, na Bélgica.

Para o ministro, a melhor maneira de conter o avanço da Rússia e fazer com que "a guerra não se espalhe ainda mais" é ajudando a Ucrânia. Segundo Kuleba, o país precisa de aviões, mísseis antinavio, veículos blindados de transporte pessoal e sistemas pesados de defesa aérea.

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"Sabemos lutar. Sabemos como vencer, mas, sem um abastecimento constante e suficiente de todas as armas solicitadas pela Ucrânia, essa vitória vai impor enormes sacrifícios", disse ele.

O secretário-geral da Otan , Jens Stoltenberg, permaneceu ao lado do ministro ucraniano durante o discurso dele e já afirmou acreditar que haja realmente uma necessidade urgente em apoiar a Ucrânia.

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