Refugiados ucranianos desembarcando na Romênia
Reprodução / Reuters - 27.03.2022
Refugiados ucranianos desembarcando na Romênia

Após problemas de autorização, comboios do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) conseguiram chegar à cidade sitiada de Mariupol, na Ucrânia , e estão deixando o local com cerca de dois mil civis, informou a prefeitura local. A entidade, no entanto, foi proibida de entrar com ajuda humanitária, como alimentos, água e remédios.

A cidade no litoral do Mar de Azov, contíguo ao Mar Negro, está cercada desde os primeiros dias da invasão russa da Ucrânia, e uma tentativa anterior da Cruz Vermelha de enviar um comboio para a retirada de civis, no início de março, falhou porque a rota foi considerada insegura.

O primeiro grupo de civis foi primeiro para Berdyansk e agora está a caminho de Zaporíjia, a 220 km de Mariupol , cidade que ainda está na mão dos ucranianos. Além dos 42 ônibus da Cruz Vermelha, "muitos veículos particulares" se uniram ao comboio, segundo o prefeito.

O CICV ainda não confirmou a retirada de civis. Mais cedo, um porta-voz disse que esperava que a retirada de milhares de pessoas pudesse começar nesta sexta-feira.

"Temos permissão para nos deslocarmos hoje e estamos a caminho de Mariupol", disse o porta-voz do CICV, Ewan Watson. "Esperamos que [a operação de passagem segura] comece hoje."

A equipe da Cruz Vermelha conta com três carros que transportam nove funcionários e pretende liderar um comboio de cerca de 54 ônibus ucranianos e vários veículos particulares para fora da cidade, onde até 170 mil pessoas estão sem energia e com comida limitada, segundo o prefeito.

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Moradores que já conseguiram deixar a cidade e ONGs que trabalham no local descreveram condições catastróficas, com civis abrigados em porões, privados de água, comida e comunicações, além de corpos espalhados pelas ruas. Estima-se que 160 mil civis permanecem presos no município, que antes da guerra tinha cerca de 400 mil habitantes, e a prefeitura local acusa Moscou de ter levado mais de 20 mil moradores para a Rússia contra sua vontade.

Se controlar a cidade, Moscou pode estabelecer um corredor terrestre entre a região de Donbass, no Leste da Ucrânia, onde atuam separatistas pró-Rússia, e a Península da Crimeia, no Mar Negro, anexada pelos russos em 2014.

Em cinco semanas de guerra, mais de quatro milhões de ucranianos foram forçados a fugir de seu país, segundo o Acnur , um êxodo que não era registrado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

— Com informações de agências internacionais

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