Míssil norte-coreano
Reprodução/Twitter
Míssil norte-coreano

A Coreia do Norte testou nesta quinta-feira (24) um míssil balístico intercontinental , interrompendo uma moratória que durava desde o fim de 2017.

A informação foi confirmada pelo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, após uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para discutir o novo exercício militar conduzido pelo regime de Kim Jong-un.

O projétil caiu a cerca de 170 quilômetros da costa de Aomori, dentro da zona econômica exclusiva do Japão. Em Bruxelas para uma cúpula de líderes do G7, o premiê japonês, Fumio Kishida, condenou o lançamento do míssil intercontinental e definiu a provocação como "inaceitável".

Já o governo dos Estados Unidos divulgou um comunicado em que promete tomar "todas as medidas necessárias para garantir a segurança do território americano, da Coreia do Sul e do Japão".

"Esse lançamento é uma flagrante violação de várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e aumenta desnecessariamente as tensões e os riscos de desestabilizar a segurança na região", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

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Por sua vez, a Coreia do Sul efetuou um ciclo de disparos de mísseis "estratégicos" de terra, mar e ar para responder ao projétil intercontinental lançado por Pyongyang.

Coreia do Norte não disparava um míssil desse tipo desde o fim de 2017, quando a tensão com os Estados Unidos atingiu o ápice.

No entanto, com as negociações de desnuclearização travadas desde fevereiro de 2019, Kim Jong-un já havia ameaçado interromper a moratória em diversas ocasiões.

Os recorrentes testes armamentistas do regime em 2022 já apontavam para esse caminho, e a comunidade internacional também teme que Pyongyang retome os experimentos com armas nucleares.

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