António Guterres pede fim da guerra na Ucrânia
Reprodução: commons - 22/03/2022
António Guterres pede fim da guerra na Ucrânia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou nesta terça-feira (22) que a guerra "horrível e absurda" na Ucrânia , iniciada em 24 de fevereiro, precisa acabar imediatamente.

"Há um mês, a Rússia lançou uma maciça invasão no território soberano da Ucrânia em violação da Carta das Nações Unidas. Continuar a guerra é moralmente inaceitável, politicamente indefensável e militarmente sem sentido. É hora de parar os combates e dar uma possibilidade para a paz. É tempo de por fim a essa guerra horrível e absurda", disse Guterres aos jornalistas.
Para o chefe da ONU, o conflito atual "não é vencível" porque tem efeitos tanto entre os dois países envolvidos como para o mundo.

"Antes ou depois, eles precisarão se afastar do campo de batalha para ir para a mesa da paz. Isso é inevitável. As perguntas são: quantas outras vidas precisam ser perdidas? Quantas outras bombas devem cair? Quantas outras Mariupol devem ser destruídas? Quantos outros ucranianos e russos devem ser mortos antes que todos percebam que essa guerra não tem vencedores, só vencidos?", pontuou.

Ao mesmo tempo, Guterres pediu para que as pessoas não percam a esperança porque seus contatos "com diversos atores, mostram que emergem elementos de progresso diplomático sobre diversas questões-chave".

"Há o suficiente na mesa para cessar as hostilidades e negociar seriamente agora", pontuou ainda.

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Pouco antes da fala do secretário-geral, a ONU atualizou seu sistema de contabilização de refugiados e informou que foi ultrapassada a marca de 3,5 milhões de cidadãos que deixaram o país em 27 dias.

A maioria das pessoas atravessou a fronteira da Polônia (pouco mais de 2,1 milhões). Na sequência, aparecem Romênia (543,3 mil), Moldávia (367,9 mil), Hungria (317,8 mil), Eslováquia (253,5 mil), Rússia (252,3 mil) e Belarus (4,3 mil).

Muitos dos ucranianos não permanecem nessas nações, partindo dali para outros países na Europa e nas Américas. A Itália, por exemplo, já recebeu mais de 60 mil pessoas que fugiram da guerra.

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