Incêndio em prédio residencial localizado em Kiev, capital da Ucrânia, após bombardeio russo
Reprodução/Twitter - 15.03.2022
Incêndio em prédio residencial localizado em Kiev, capital da Ucrânia, após bombardeio russo

Os ataques da Rússia contra a Ucrânia no 27º dia de guerra não param e sirenes que alertam para possíveis ações aéreas foram tocadas em praticamente todas as regiões nesta terça-feira (22). As piores situações continuam a ser em Mariupol , cidade portuária sitiada desde o início do conflito, e em Kharkiv, segundo maior município do país .

Em entrevista ao portal "Union", o chefe de administração militar regional de Kharkiv, Oleg Sinegubov, afirmou que mais de 80 bombardeios de artilharia foram registrados ali durante a madrugada desta terça.

"Foram exatamente 84, sendo atingidos os distritos de Saltivka, Danylivka, Kholodna Hora, Htz", disse Sinegubov, informando ainda que mais de 600 casas em Kharkiv já foram destruídas nos bombardeios. O líder regional ainda informou que um drone russo foi abatido pelas forças ucranianas enquanto se dirigia para Chuguiv.

Já o governo de Mariupol informou que duas bombas foram lançadas no centro da cidade nesta manhã.

"O inimigo continua a destruir cinicamente Mariupol. Os aviões russos hoje lançaram duas bombas pesadas e a cidade sofreu ainda mais danos. Mais uma vez, se torna claro que os ocupantes não estão interessados na cidade de Mariupol, mas querem destruí-la e torná-la cinzas", diz uma mensagem postada no Telegram e repercutida pela mídia local.

A vice-primeira ministra da Ucrânia, Iryna Vereschuck, afirmou que três novos corredores humanitários para a evacuação de civis foram abertos. Os ônibus partirão da cidade com destino a Zaporizhzhia. Além disso, 21 ônibus e caminhões com ajuda humanitária também devem chegar ainda nesta terça.

Antes da guerra, Mariupol tinha cerca de 400 mil habitantes e estima-se que apenas 100 mil deles conseguiram fugir da guerra. A cidade está completamente sitiada pelas tropas russas.

Nesta terça, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou que retomou o controle do município de Makariv, que fica a cerca de 60 quilômetros de Kiev. "A bandeira ucraniana foi içada sobre a cidade de Makariv novamente", disse o jornal local "Kyiv Independent".

Já em Mykolaiv, as tropas russas começaram a atacar o porto, segundo informa no Facebook o portal "Ukrinform". "A infraestrutura portuária foi gravemente danificada. Segundo as primeiras informações, não há vítimas", diz o comunicado.

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Esse é o segundo grande ataque consecutivo contra a localidade em menos de 48 horas. Na segunda-feira (21), o principal hotel do centro, um hospital e muitas casas foram danificados em ataques aéreos.

Em Severodonetsk, localizada na área separatista de Lugansk, o mesmo portal de notícias informa que tropas russas abriram fogo contra pessoas que estavam em uma fila de supermercado.

"Repetição do caso de Kharkiv. Os ocupantes miraram um mercado e temos mortes e feridos, em número que ainda precisa ser identificado. Os ogros tomam cinicamente a vida dos ucranianas", disse o administrador militar regional, Serhiy Haidai, ao portal. A referência a Kharkiv é porque, na última semana, cidadãos foram mortos na fila do pão por soldados russos.

Odessa também registrou novos bombardeios, com as forças armadas da Ucrânia conseguindo responder aos ataques em ação que durou cerca de uma hora.

O número de vítimas confirmado pelas Nações Unidas desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, subiu para 925 - em dado muito inferior à realidade. Essas vítimas são apenas as que a ONU conseguiu confirmar de maneira independente. O governo ucraniano fala já em milhares de mortes, das quais três mil teriam ocorrido em Mariupol. Só de crianças, são 117 óbitos.

O prefeito de Chernihiv, Vladyslav Atroshenko, afirmou que mais da metade de sua cidade já fugiu desde o início da guerra. Em entrevista para o portal "LB", repercutida pelo jornal "Kyiv Independent", atualmente há cerca de 130 mil pessoas ali - contra 285 mil antes da guerra.

Atroshenko disse ainda que a localidade vive uma "grave falta de médicos e de água potável" porque os bombardeios contínuos da Rússia "impedem o fornecimento". Energia elétrica e gás são entregues de maneira "intermitente".

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