Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden está na Europa para encontro com a Otan
Twitter Joe Biden/ Fotos Públicas
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden está na Europa para encontro com a Otan

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden , e líderes europeus discutiram as "táticas brutais" da Rússia na Ucrânia , incluindo seus ataques a civis, e estratégias de segurança e apoio humanitário à Ucrânia, em uma videoconferência nesta segunda-feira.

A conversa com o presidente francês Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Olaf Schoz; e os primeiros-ministros italiano, Mario Draghi, e o britânico, Boris Johnson, aconteceu horas depois de a Rússia convocar o embaixador dos EUA em protesto depois que Biden chamou o presidente russo, Vladimir Putin, de "criminoso de guerra" na semana passada.

"Esse tipo de declaração do presidente dos EUA, que não é digna de um político de alto escalão, e levou as relações EUA-Rússia à beira da ruptura", anunciou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

De acordo com a nota, o embaixador John Sullivan recebeu uma carta formal de protesto contra as "recentes declarações inaceitáveis" de Biden, onde foi avisado de que "ações hostis contra a Rússia receberão uma resposta firme e decisiva".

Biden chamou Putin de "criminoso de guerra" em declarações a repórteres na última sexta-feira, em meio a intensos combates na Ucrânia. No mesmo dia, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, denunciou a retórica "inaceitável e imperdoável" do presidente americano. 

Mas o governo americano não parece disposto a recuar. Nesta segunda, o porta-voz da diplomacia dos EUA, Ned Price, reiterou que os Estados Unidos viram "evidências claras" de que os russos "intencionalmente visam civis e realizam ataques cegos".

— Os comentários do presidente Biden na semana passada aludem ao horror da brutalidade da Rússia contra um vizinho inocente — disse Price.

O Pentágono, por sua vez, disse que ajudaria a reunir evidências dos crimes de guerra:

"Certamente vemos evidências claras de que as forças russas estão cometendo crimes de guerra e estamos ajudando na coleta de evidências", afirmou o porta-voz John Kirby, em entrevista a jornalistas.

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"Há processos investigativos que vão continuar. Vamos contribuir para esse processo".

Jornada diplomática

A reunião desta segunda entre Biden e líderes europeus é a primeira de uma jornada de altíssima intensidade diplomática que acontecerá na próxima quinta-feira, em Bruxelas. Biden, seus homólogos do velho continente, além de outros chefes de Estado e de governo de países aliados, celebrarão uma cúpula extraordinária da Otan e uma reunião do G7. Também haverá um cúpula da União Europeia com o presidente americano.

Mais cedo, Biden pediu que as empresas se protejam de possíveis ataques cibernéticos russos em resposta às sanções ocidentais impostas a Moscou pela sua ofensiva na Ucrânia. De acordo com Biden, os ataques cibernéticos entraram no "manual de estratégia" do Estado russo, e, por isso, é "crucial acelerar o reforço da nossa segurança cibernética interna".

"Meu governo reitera essas advertências se baseando nos dados dos serviçios de inteligência em constante evolução, segundo os quais o Estado russo analisa diferentes formas de possíveis ciberataques", escreveu o presidente em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

Segundo a Casa Branca, os ataques podem ser direcionados contra infraestruturas essenciais, muitas delas em mãos do setor privado.

"Ainda temos muito a fazer para garantir que fechamos todas as portas de entrada digitais, especialmente a dos serviços de capital dos quais os americanos dependem", afirmou Anne Neuberger, funcionária encarregada da segurança para a tecnologia cibernética.

Na semana passada, o Ministério da Transformação Digital russo admitiu que sites do governo estão enfrentando ataques cibernéticos "sem precedentes". Segundo o ministério, esforços técnicos estão sendo feitos para filtrar o tráfego da web estrangeira.

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