Guerra: Tropas russas intensificam bombardeios em Kiev e Kharkiv
Reprodução / Twitter - 12.03.2022
Guerra: Tropas russas intensificam bombardeios em Kiev e Kharkiv

Autoridades da Ucrânia divulgaram que tropas russas realizaram mais dois ataques contra áreas residenciais na capital, Kiev, e também em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, onde duas pessoas morreram.

As Forças Armadas ucranianas reagiram aos ataques "em várias áreas operacionais", segundo o assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak escreveu no Twitter. "Isso muda radicalmente as disposições das partes", acrescentou, sem dar detalhes.

Em uma atualização sobre a guerra, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia se referiu à "alta intensidade das hostilidades", mas não divulgou onde os combates foram mais pesados.

Na contagem sobre danos, a procuradora-geral Iryna Venediktova relatou que as forças russas atingiram mais de 400 estabelecimentos de ensino, sendo que 59 deles foram destruídos.

O governador da região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, afitmou que não havia eletricidade na principal cidade da região, Chernihiv, e em alguns outros assentamentos da região.

O drama de Kharkiv

Pelo menos 500 civis foram mortos por bombardeios russos a Kharkiv, desde o início da guerra, disse a agência de serviços de emergência da cidade, nesta quarta-feira.

O número real de mortes pode ser muito maior, complementou a agência, em um comunicado no Facebook, observando que os trabalhadores de emergência continuam vasculhando os escombros dos bairros residenciais em busca de mais corpos, muitas vezes mesmo sob ataque inimigo.

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Tendo falhado em várias tentativas de tomar a cidade, as forças russas desencadearam uma campanha viciosa de bombardeios contra alvos civis, reduzindo Kharkiv – uma cidade outrora vibrante de quase 1,5 milhão de pessoas – a ruínas.

Pelo menos 189 pessoas foram resgatadas de prédios danificados desde o início da guerra.

Negociações

Segundo o negociador russo Vladimir Medinsky, as conversas com a Ucrânia são difíceis e lentas, mas ele garantiu que a Rússia deseja sinceramente a paz o mais rápido possível, segundo divulgou a agência russa Interfax, nesta quarta-feira.

"As negociações são difíceis, estão indo devagar. Claro que gostaríamos que tudo acontecesse muito mais rápido, esse é um desejo sincero do lado russo. Queremos chegar à paz o mais rápido possível", disse Medinsky.

"Precisamos de uma Ucrânia pacífica, livre, independente, neutra - não membro de blocos militares, não membro da Otan", acrescentou.

* Com agências internacionais 

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