Vladimir Putin em pronunciamento
Divulgação/Kremlin - 21.02.2022
Vladimir Putin em pronunciamento

Em meio à guerra que trava contra a Ucrânia , a Rússia decidiu se retirar do Conselho da Europa, órgão de defesa dos direitos humanos no continente. A decisão foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores russo.


Antes disso, a Rússia já havia sido suspensa do grupo, uma vez que muitos dos membros condenaram a invasão feita pelo governo Vladimir Putin no território ucraniano.


Segundo a CNN Brasil, a atitude da Rússia foi no sentido de antecipar uma expulsão que provavelmente ocorreria, pois uma sessão extraordinária da Assembleia Parlamentar do conselho havia sido agendada para esta terça-feira (15).


Ao se retirar da entidade, o governo russo alegou que membros da  Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia que compõem o conselho estão transformando-o em "um instrumento de política anti-Rússia".


Um dos efeitos de tal medida é que a população russa não poderá mais recorrer ao Tribunal de Direitos Humanos da Europa contra o governo Putin. Fora do Conselho, a Rússia não mais estará sujeita à Convenção Europeia de Direitos Humanos.

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De acordo com a publicação, desde a formação do grupo, após a Segunda Guerra Mundial, a Grécia era o único país a deixar a entidade. O país saiu do conselho em 1969 para evitar uma expulsão após um golpe militar. Com a restauração da democracia no país, os gregos retornaram ao grupo cinco anos depois.

Guerra contra a Ucrânia

A Rússia deflagrou guerra contra a Ucrânia há 20 dias por não aceitar o interesse do país vizinho em fazer parte da Otan, aliança militar do Ocidente, liderada pelos Estados Unidos. Desde então, os dois países travaram um confronto armado que já provocou mais de mil mortes e transformou milhões de pessoas em refugiadas.

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