O número de refugiados fugindo da Ucrânia desde a invasão russa em 24 de fevereiro subiu para mais de 2,8 milhões, mostraram dados da ONU
Gailan Haji/EPA
O número de refugiados fugindo da Ucrânia desde a invasão russa em 24 de fevereiro subiu para mais de 2,8 milhões, mostraram dados da ONU

O número de refugiados fugindo da Ucrânia desde a invasão russa em 24 de fevereiro subiu para mais de 2,8 milhões, mostraram dados da ONU nesta segunda-feira, no que já se tornou a crise de refugiados que mais cresce na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Autoridades da União Europeia disseram que 5 milhões podem acabar fugindo, enquanto outras estimaram um número ainda maior.

Milhões de pessoas também foram deslocadas dentro da Ucrânia, com muitas removidas para as regiões tidas como mais tranquilas a oeste de Kiev, inclusive para cidades como Lviv, perto da Polônia.

No entanto, pessoas que fugiam para a relativa segurança do Oeste da Ucrânia se juntaram a milhares que cruzavam para países da  União Europeia nesta segunda-feira, depois que a Rússia atacou no domingo uma base ucraniana perto da fronteira com a Polônia, país-membro da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA.

Myroslava, de 52 anos, fugiu de sua casa na região de Ternopil, no Oeste da Ucrânia, e estava esperando em um terminal da estação de Cracóvia, na Polônia, para ser apanhada por conhecidos. Ela não sabia onde ficaria.

"Saímos por causa do ataque de ontem", disse ela, acrescentando que esperava que a região estivesse segura. "Nós não estávamos planejando sair, mas, como estava tão perto, decidimos."

O primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki disse em entrevista coletiva com seus colegas da Ucrânia e da Lituânia que o ataque perto de sua fronteira mostrou que a Rússia quer "criar pânico na população civil".

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Mira, de Kiev, viajando com sua mãe para Varsóvia, disse que ficou surpresa com o ataque russo perto de Lviv.

"Eu entrei em pânico e senti medo", disse ela.

Autoridades e voluntários em toda a Europa Central e Oriental estão lutando para fornecer comida, acomodação e assistência médica aos milhões de refugiados que chegam.

Países da linha de frente, como a Polônia, que recebeu bem mais da metade do número total de refugiados, e Eslováquia, Romênia, Hungria e Moldávia, acolheram a grande maioria dos refugiados.

A guarda de fronteira da Polônia disse que cerca de 1,76 milhão de pessoas entraram no país desde o início dos combates em 24 de fevereiro, com 18.400 chegando durante as primeiras horas da segunda-feira.

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