Refugiados vindos da Ucrânia entram na Polônia pela fronteira de Medyka
Reprodução/ACNUR
Refugiados vindos da Ucrânia entram na Polônia pela fronteira de Medyka

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou uma grande crise imigratória. Desde o início da invasão russa, em média, 150 mil pessoas fogem da Ucrânia todos os dias. Nesta segunda-feira (7), o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou um cálculo indicando que 1,7 milhão de pessoas deixaram a região.

Segundo o Acnur, a Polônia e a Romênia são os países que mais receberam refugiados. Lviv, cidade mais ao oeste da Ucrânia, é destino de cerca de 50 mil pessoas todos os dias.

Cessar-fogo

Já é a terceira vez que chanceleres da Rússia e da Ucrânia tentam negociar um acordo de cessar-fogo na guerra no Leste Europeu. De acordo com a agência de notícias russa Interfax, a reunião entre os negociadores começou pouco depois do meio-dia desta segunda-feira, pelo horário de Brasília.

A reunião ocorre em meio ao desrespeito do acordo de criação de “corredores verdes”, que são rotas de fuga onde as tropas não deveriam fazer ataques.

Apoio militar

Líderes do Reino Unido, Canadá e Holanda anunciaram coalizão contra o presidente russo, Vladimir Putin. O plano é fazer com que a Rússia fracasse.

Em entrevista coletiva, transmitida ao vivo no início da tarde desta segunda-feira (7), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, detalhou a estratégia, que terá apoio militar e financeiro à Ucrânia. “O cerco se fecha cada vez mais contra Putin. Coalizão militar e econômica fará Putin perder”, frisou o premiê.

A declaração foi feita após Johnson se reunir, em seu escritório em Londres, com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e o da Holanda, Mark Rutte.

Um dos temas pautados na reunião foi a dependência da Europa do petróleo e gás russos. Os países procuram uma forma de reduzir a demanda desses produtos da Rússia. Ao cogitarem novas sanções econômicas, os líderes falaram em “estrangular” a economia russa.

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Mais violência, alertam os russos

Em resposta às ameaças, dois integrantes do alto escalão do governo russo alertaram que o envio de armas à Ucrânia causará “escalada catastrófica”. De acordo com a agência de notícias russa Interfax, o ministro de relações exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, tratou do assunto também nesta segunda-feira.

Preocupação com os refugiados

Sem indícios de que a guerra na Ucrânia terá um fim, Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia, anunciou ajuda de 500 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões) para a população do país invadido pela Rússia.

Em breve pronunciamento transmitido ao vivo nesta segunda-feira (7), Borrell afirmou que a União Europeia se preocupa com o grande número de refugiados.

“[Preocupa] o fluxo de refugiados. Precisamos continuar trabalhando por um cessar-fogo que possa começar abrir caminho para negociações”, resumiu.

Os Estados Unidos também voltaram a defender a soberania dos territórios dos países. “Temos um compromisso ‘sacrossanto’ com a garantia do Artigo 5º da aliança militar ocidental”, garantiu o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em visita a Lituânia, Letônia e Estônia por causa da guerra na Ucrânia.

O secretário de Estado disse que o governo dos Estados Unidos também irá ajudar a mídia independente para reduzir a desinformação sobre o conflito. Além disso, sem detalhar como, afirmou que a cibersegurnaça será reforçada.

“Os Países Bálticos, muro da democracia, estão resistindo à maré de autocracia que Moscou tentar empurrar para cima da Europa”, finalizou.

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