Embaixador da Ucrânia na Organização das Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya
UN Photo/ Jean Marc Ferré
Embaixador da Ucrânia na Organização das Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya

O embaixador da Ucrânia na Organização das Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya, afirmou durante seu discurso na assembleia extraordinária nesta quarta-feira (2) que a Rússia está cometendo um "genocídio" em seu país.

O representante voltou a falar durante a reunião, como havia feito na abertura dos trabalhos na segunda-feira (28), e pediu para que todas as nações votem a favor da resolução que condena o ataque russo contra a Ucrânia e que foi apresentada pelos Estados Unidos.

Durante o discurso, Kyslytsya destacou que "está claro que o objetivo da Rússia não é apenas uma ocupação, mas sim um genocídio". Fazendo um paralelo entre o presidente Vladimir Putin e Adolf Hitler , o embaixador citou o livro de fundação da ONU e disse que é "fácil assinar a Carta das Nações Unidas em tempos de paz".

Por outro lado, sem ir até o púlpito, o embaixador russo Vasily Nebenzia criticou a resolução norte-americana e disse que seu país quer "paz" e quer "acabar os oito anos de guerra no Donbass".

"Nossos objetivos serão alcançados com a nossa operação militar especial, que é uma ação apenas de autodefesa", acrescentou ressaltando que suas forças armadas "não estão atacando civis" — mesmo com as imagens de ataques de prédios civis veiculadas nos últimos dias.

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Nebenzia ainda voltou a repetir os discursos oficiais da Rússia, de que são os ucranianos quem usam civis de "escudos humanos", que é Kiev quem provocou o ataque e que as mortes de civis são provocadas porque o governo local não deixa as pessoas fugirem.

Também voltou a acusar o presidente Volodymyr Zelensky de defender "grupos neonazistas" e disse que esses "radicais" vão se insuflar ainda mais se a resolução da ONU for aprovada.

A assembleia extraordinária foi convocada no último domingo (27) pelo Conselho de Segurança da ONU após a Rússia vetar em votação a mesma resolução debatida agora . A reunião, apenas a 11ª em 70 anos de história da ONU, reúne os 193 países-membros da ONU e deve ter uma votação ainda nesta quarta-feira.

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