Extremistas pró-Trump invadiram o Congresso em janeiro de 2021
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Extremistas pró-Trump invadiram o Congresso em janeiro de 2021

No dia 6 de janeiro de 2021, o primeiro caso capaz de ganhar a atenção mundial: apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos , para protestar contra o resultado da eleição presidencial, vencida pelo democrata Joe Biden, sob a tese de que teria existido fraude na contagem dos votos. O episódio deixou cinco mortos .

Cronologia

Discurso de Trump e ruptura com Pence

Momentos antes da ação dos extremistas, Trump discursou para uma multidão de apoiadores e disse que não aceitaria a derrota para Biden. O ex-presidente incitou seus eleitores a irem ao Congresso norte-americano para impedir a oficialização do resultado do pleito.

O líder de extrema-direita também pressionou o então vice-presidente, Mike Pence, que presidiria a sessão no Capitólio, para que não oficializasse a vitória de Biden. "Espero que Mike faça a coisa certa. Se ele fizer, venceremos a eleição", disse Trump.

Pence, no entanto, não seguiu a orientação de Trump. Em comunicado oficial, o ex-vice-presidente disse que tinha apenas papel 'cerimonial' na sessão e fez juramento em defesa da Constitução.

Trumpistas invadem o Congresso

A invasão dos extremistas ocorreu quando a Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma contestação ao resultado da contagem dos votos do Arizona. Congressistas foram retirados do local e colocados em uma área de segurança máxima do prédio, enquanto Pence deixou o prédio.

Os apoiadores de Trump vandalizaram o edifício, quebraram as portas do local e dispararam bombas de gás lacrimogênio contra os policiais. Washington imediatamente decretou toque de recolher e militares da Guarda Nacional foram acionados para conter os invasores.

Biden, recém eleito, fez um pronunciamento pedindo que Trump ordenassem que seus apoiadores deixassem o Capitólio.

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"A esta hora, nossa democracia está sob um ataque sem precedentes. Diferente de tudo que vimos nos tempos modernos. Um ataque à cidadela da liberdade, o próprio Capitólio. Um ataque aos representantes do povo e à polícia do Capitólio, que jurou protegê-los. E os funcionários públicos que trabalham no coração de nossa República", disse Biden.

Trump pede que apoiadores se retirem

Após horas em que o Congresso estadunidense foi cenário de guerra, Trump pediu que os extremistas deixassem o local. Ele, porém, seguiu alegando que a eleição teria sido "roubada". O discurso foi publicado no Facebook e no YouTube, mas foi retirado do ar horas depois por violação das regras das redes sociais.

Sessão retomada no dia seguinte e vitória de Biden oficializada

Na quarta-feira, dia seguinte à invasão, a sessão foi retomada e, na madrugada de quinta-feira (8), a vitória foi certificada.

“O anúncio do estado da votação pelo presidente do Senado será considerado uma declaração suficiente para as pessoas eleitas presidente e vice-presidente dos Estados Unidos para o mandato que começa no dia 20 de janeiro de 2021 e será inscrito junto à lista de votos nos jornais do Senado e da Câmara dos Representantes", disse Pence após a contagem dos votos do Colégio Eleitoral.

Os 5 mortos no episódio

O protesto golpista deixou cinco vítimas fatais: Brian Sicknick, policial do Capitólio desde 2008, espancado por trumpistas; Ashli ​​Babbitt, veterana da Força Aérea americana, baleada e morta por um agente da polícia do Capitólio enquanto tentava invadir o Congresso; Kevin Greeson, apoiador de Trump, que teve uma parada cardíaca durante a invasão; Rosanne Boyland, apoiadora de Trump cuja causa da morte não foi esclarecida; e Benjamin Philips, fundador do site pró-Trump chamado Trumparoo, que teve um derrame durante a invasão.


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