Mulher roubou a identidade da filha
Reprodução/Handout + Reprodução/Mountain View Police Department
Mulher roubou a identidade da filha

Uma mulher de 48 anos admitiu ter roubado a identidade da própria filha de 22 anos e se passado por ela por dois anos, em Missouri, nos Estados Unidos . Laura Oglesby usou o nome de Lauren Hays para conseguir ingressar na faculdade com ajuda de empréstimos, sair com homens mais jovens e tirar a carteira de motorista. A mulher foi condenada a cinco anos pelo crime de fraude e falsidade ideológica.

O caso começou em 2016, quando ela  solicitou um Social Security card — uma espécie de CPF estadunidense — no nome da filha, que morava longe dela. Desde então, Laura assumiu a identidade da menina e passou a se apresentar como uma jovem de 22 anos.

"Ela adotou um estilo de vida jovem: roupas, maquiagem e personalidade. Assumiu completamente se tornar uma pessoa jovem, de 20 anos", disse o detetive Stetson Schwien à rede  ABC .

Há relatos de que ela também teria usado a falsa identidade para seduzir homens mais novos, que não suspeitaram da situação. "Todos acreditaram. Ela tinha até namorados que acreditavam que ela tinha aquela idade: 22 anos", afirmou chefe de Polícia Jamie Perkins ao jornal The New York Times .

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Além disso, a mulher criou um perfil nas redes sociais com o nome da filha, onde publicava imagens dela mesma com filtros usados por adolescentes para parecer mais jovem.

Nesse tempo, Laura se mudou para a residência de um casal da região, onde morou por quase dois anos. Eles acreditaram que ela era uma jovem em situação de violência doméstica e decidiram abrigá-la na casa deles.

O esquema foi revelado em 2018, quando as autoridades do estado do Arkansas descobriram que ela já havia cometido uma série de fraudes, entre elas, ter pedido US$ 9,4 mil (cerca de R$52.704,86) em empréstimos estudantis federais.

Na última segunda-feira (6), Laura confessou ser culpada os golpes. A mulher pode pegar até cinco anos de prisão sem liberdade condicional, mas a data da sentença ainda não foi definida. Além disso, ela deve pagar a quantia de US$ 17.521 (aproximadamente R$ 98.238,49) à universidade na qual se matriculou e à filha.

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