Talibã: grupo extremista tomou o poder no Afeganistão
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Talibã: grupo extremista tomou o poder no Afeganistão

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) confirmou nesta sexta-feira, 20, a suspensão de todas as ajudas às autoridades do Afeganistão , país que voltou a ser comandado pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã .

A decisão está em uma declaração conjunta dos ministros das Relações Exteriores da aliança militar, que se reuniram nesta sexta para discutir a crise afegã.

"Nas circunstâncias atuais, a Otan suspendeu qualquer apoio às autoridades afegãs. Qualquer futuro governo precisará aderir às obrigações internacionais do Afeganistão: proteger os direitos humanos de todos os afegãos, principalmente mulheres, crianças e minorias; apoiar o Estado de direito; permitir livre acesso humanitário; e garantir que o Afeganistão não seja um refúgio seguro para terroristas", disse a organização.

A Otan manteve uma missão militar no país asiático até pouco tempo atrás, mas sua retirada, assim como a dos Estados Unidos (que também integra a aliança), permitiu o rápido avanço do Talibã , que voltou ao poder quase sem enfrentar resistência.

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"Nos últimos 20 anos, fomos bem-sucedidos ao negar a terroristas um refúgio seguro no Afeganistão. Não permitiremos que nenhum terrorista nos ameace. Permanecemos empenhados em combater o terrorismo com determinação e solidariedade", afirma a aliança.

A organização ainda pediu para todas as partes no Afeganistão "trabalharem em boa fé para criar um governo inclusivo e representativo, incluindo a participação significativa de mulheres e grupos minoritários".

Após a reunião, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, reconheceu que a situação no Afeganistão é "difícil e imprevisível" e que a prioridade da organização é evacuar seus colaboradores para fora do país. "Esperamos que os talibãs permitam passagem segura para todos os estrangeiros e afegãos que queiram deixar o país", ressaltou.

Na última terça, 17, Stoltenberg já havia admitido que o rápido avanço do Talibã surpreendera a aliança, mas culpando a própria classe política afegã pela vitória dos extremistas. "A liderança política afegã fracassou ao tentar encontrar uma solução política, e esse fracasso leva à tragédia que estamos vendo hoje", disse ele na ocasião. 

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