Talibãs no Palácio presidencial do Afeganistão
Reprodução/Al Jazeera
Talibãs no Palácio presidencial do Afeganistão



O grupo extremista Talibã declarou que o Afeganistão passou a ser o Emirado Islâmico do Afeganistão, mesmo nome adotado no país quando eles assumiram o poder pela primeira vez, há 25 anos, em 1996. O anúncio foi feito pelo porta-voz Zabihullah Mujahid nesta quinta-feira (19). 

"Não haverá sistema democrático"

Após ser tomado pelo Talibã , muito se especula sobre o sistema político que o Afeganistão adotará no futuro. Waheedullah Hashimi, membro sênior do grupo, porém, tratou de sanar qualquer dúvida que paire sobre as leis que irão vigorar no país: "É a lei sharia e é isso". As informações são da agência Reuters.

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Na entrevista concedida, Hashimi ressalta que " não haverá sistema democrático porque não há nenhuma base em nosso país" , disse ele. "Não discutiremos que tipo de sistema político devemos aplicar no Afeganistão porque está claro".

De acordo com o membro do Talibã, o líder supremo Haibatullah Akhundzada poderá desempenhar o papel acima do chefe de estado, parecido com as atribuições de um presidente da República.

Tentativa de passar imagem moderada

Após muitas autoridades e personalidades,  a exemplo de Malala , prêmio Nobel da Paz, mostrarem-se preocupadas com a situação das mulheres afegãs com o retorno do Talibã ao poder do Afeganistão depois de 20 anos, membros do grupo extremista têm se esforçado para passar uma "imagem mais moderada" ao mundo. 

Além de concederem entrevistas a mulheres, algo que já é considerado "uma mudança de comportamento", líderes afirmaram que os direitos femininos serão respeitados. No entanto, sempre há um porém: desde que a lei islâmica não seja desrespeitada, de acordo com a interpretação do próprio Talibã. 

Diante deste pensamento, Mawlawi Abdulhaq Hemad, porta-voz do grupo, disse  à apresentadora Beheshta Arghand, da Tolo News, um canal afegão: “O mundo inteiro agora reconhece que os talibãs são os verdadeiros governantes do país. Estou surpreso que as pessoas tenham medo do Talibã ", afirmou. 

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