País invadido integra conselho mundial sobre educação e cultura; Ativistas articulam para que Talibã não receba credenciais
Reprodução/Al Jazeera
País invadido integra conselho mundial sobre educação e cultura; Ativistas articulam para que Talibã não receba credenciais

A invasão do Talibã ao Afeganistão , e sua consequente tomada de poder, pode resultar em constrangimentos internacionais na política mundial. Caso o novo governo seja reconhecido, a Organização das Nações Unidas (ONU) contará com o grupo terrorista no conselho da Unesco. As informações são do jornalista Jamil Chade.

Desde 2019, o Afeganistão compõe o grupo que trata sobre cultura e educação. A questão é que o assento é concedido aos países e não a seus governos. Com isso, os fundamentalistas terão direito de opinar, votar e apresentar propostas para o conselho pelos próximos dois anos.

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No Conselho Executivo da Unesco, o Talibã, através do Afeganistão, poderá votar em temas referentes a educação, supervisão da humanidade e patrimônios históricos e a promoção da diversidade cultural.

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Karima Bennoune, Relatora Especial da ONU sobre direitos culturais, avalia que "é deplorável que o mundo tenha abandonado o Afeganistão a um grupo fundamentalista como o Taleban, cujo registro catastrófico em matéria de direitos humanos, incluindo a prática do apartheid de gênero, o uso de castigos cruéis e a destruição sistemática do patrimônio cultural, quando no poder, está bem documentado".

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Décadas atrás, em 2001, o Talibã atuou justamente de maneira contrária às práticas que poderá opinar. Isso porque o grupo explodiu os Budas de Bamiyan, estátuas com 1.500 anos presentes no Afeganistão. Koichiro Matsuura, então diretor-geral da Unesco, disse na época que tratava-se de um "crime contra a cultura". "É abominável assistir à fria e calculada destruição de bens culturais que eram patrimônio do povo afegão, e, de fato, de toda a humanidade".

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